domingo, 13 de junho de 2010

AS MÃOS, VERDADEIRAS ARMAS!

Há anos quando era pequeno

Pouco mais de 4 anos tinha eu então

Admirava as casas enormes feitas

E as ruas e outras obras perfeitas

A minha mãe pegou-me nas mãos

E disse que tudo que eu via e admirava

As minhas mãos podiam fazer

As boas e as más obras

A paz e a guerra

O trigo plantar ou a bomba lançar

O carinho fazer ou a pedra atirar

As minhas mãos eram as armas

As armas do bem tão desejado

Ou do mal tão recusado

E tudo dependia de mim

Do uso que eu fizesse

Das lindas mãos que eu tinha!

E hoje sei que é verdade mãe…

E não posso pegar nas tuas mãos

E te dizer que tinhas razão

Tu descansas em paz no paraíso

E eu… bem eu com as minhas mãos

Aquelas mãos que tu pegaste há anos

Escrevo este poema sobre as mãos

As verdadeiras armas do bem e do mal!





13 de Junho de 2010 as 00:23

sábado, 22 de maio de 2010

O DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE

O Pardal de novo à janela e triste a cantar….

De onde vens Pardal, meu amigo
Infeliz e triste como estas?
Anima-te amigo que o mundo continua!

Isto pensas tu, homem néscio e sem tino
Não vês que a tua acção está a acabar com tudo
Tens que sobreviver pensas tu e na vã vontade
Estas a acabar com tudo e julgas que vais conseguir
Repara nas espécies antes vivas que hoje são fósseis
Não sentes que é o equilíbrio da Natureza que se periga
Ao matares os que tu julgas prejudicais como as minhocas
Claro está que não terei o que dar aos meus filhos
Inválidos e esfomeados e desnutridos irão morrer e
Os gatos e as cobras, não tendo pardais para caçar
Lamentavelmente estarão condenados a morte?

De certo que não vês o equilíbrio da Natureza
As matas verdes arrasadas tanta falta fazem…

Bocas Pardal, são bocas tuas e mais nada
Inventaremos alternativas válidas e viveremos
Olha que temos conhecimentos de transformar
De fazer vitaminas e minerais e modificar genes
Imaginamos logo criamos, não precisamos
Verdadeiramente dos teus conselhos…
Eu ti digo homem, tu tudo que fazes é apenas
Remeter todos nós para um fim trágico
Sem esperanças, nem alternativas e
Infeliz e egoísta e ganancioso tu homem
Deitas tudo no lixo e em lixo tudo transformas…
Agora me fazes rir Pardal… Somos seres superiores…
Dizes a verdade homem, sois seres superiores
E irão viver sozinhos debaixo da chuva ácida…





João Furtado
22 de Maio de 2010

O DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE

O Pardal de novo à janela e triste a cantar….

De onde vens Pardal, meu amigo
Infeliz e triste como estas?
Anima-te amigo que o mundo continua!

Isto pensas tu, homem néscio e sem tino
Não vês que a tua acção está a acabar com tudo
Tens que sobreviver pensas tu e na vã vontade
Estas a acabar com tudo e julgas que vais conseguir
Repara nas espécies antes vivas que hoje são fósseis
Não sentes que é o equilíbrio da Natureza que se periga
Ao matares os que tu julgas prejudicais como as minhocas
Claro está que não terei o que dar aos meus filhos
Inválidos e esfomeados e desnutridos irão morrer e
Os gatos e as cobras, não tendo pardais para caçar
Lamentavelmente estarão condenados a morte?

De certo que não vês o equilíbrio da Natureza
As matas verdes arrasadas tanta falta fazem…

Bocas Pardal, são bocas tuas e mais nada
Inventaremos alternativas válidas e viveremos
Olha que temos conhecimentos de transformar
De fazer vitaminas e minerais e modificar genes
Imaginamos logo criamos, não precisamos
Verdadeiramente dos teus conselhos…
Eu ti digo homem, tu tudo que fazes é apenas
Remeter todos nós para um fim trágico
Sem esperanças, nem alternativas e
Infeliz e egoísta e ganancioso tu homem
Deitas tudo no lixo e em lixo tudo transformas…
Agora me fazes rir Pardal… Somos seres superiores…
Dizes a verdade homem, sois seres superiores
E irão viver sozinhos debaixo da chuva ácida…





João Furtado
22 de Maio de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O DIA DA TERRA

Hoje, 22 de Abril é o teu dia Terra
E cá estou eu à janela o mesmo cantar escuto
Enquanto o homem a vida enterra
Tu pardal continuas a dar o mesmo tributo!


Pardal inocente e belo pássaro cantante
Não precisas destruir nada para viveres
Continuas a estar perfeito e alegre e distante
Enquanto a Terra chora… escuto teus cantares…


Pardal, eu quero te pedir um favor excelente
Não pares de cantar, meu amigo inocente
Aproveita tua bela música bela e inconsciente
Para alertares os homens da situação presente!


A terra, o único planeta onde podemos viver
Tu pardal, belo e pequeno e desinteressado
E eu que estou cá e te tentar dizer
Que a terra… veja pardal, o recente passado!


A terra treme de doentias convulsões
Gripada, na Islândia Europa espira
Com dores estremece em tufões
Tornados e maremotos… grande é a ira!


Cansada a Terra tenta tirar das costas
O peso das humanas acções irreflectidas
E tu pardal amigo, alheio fazes o que gostas
Egoísta… humanamente…de ti nenhumas ajudas obtidas!

João Furtado

terça-feira, 20 de abril de 2010

PARDAL INOCENTE

Da janela te vejo pardal inocente
Cantando tua canção lindamente
E eu que estou muito consciente
quero alertar-te do perigo iminente
Mais sou tão pouco inteligente
Que a tua linguagem simplesmente
Jamais entrou na minha humana mente
E o mundo que os homens continuamente
Vão destruindo muito inconscientemente
A ti também pertence logicamente
E eu te vejo da minha janela, pardal inocente
cantando a bela canção da Natureza perfeitamente…

João Furtado

Praia, 19 de Abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PASCOA 2010

Já se passaram 2010 anos Jesus
E todos sabem de cor as tuas palavras
São recitadas e ditas por todos
Uns com sentimentos e outros… bem
Sem pensarem que não basta falar, temos que as viver…

Cristo Jesus tu que por mim e por todos
Relegaste a Vida Divina que era tua,
Imaginaste e escolheste ser crucificado
Sem pecado, não os podias cometer,
Tomaste as tuas costas, as nossas muitas faltas
O teu único objectivo foi nos salvar, Jesus!

Não sei se conseguiste, Meu Senhor
A tua mais uma Pascoa é já no próximo Domingo e
Zelamos para um bom banquete e mesa farta
A tua compaixão e os teus ensinamentos
Rejeitamos e esquecemos deles, Jesus
E cegos não vemos os que morrem de fome…
Na terra as guerras continuam e … e…
O ódio Senhor… é a nossa bandeira, Senhor !

João Furtado
01 de Abril de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

ALDA ESPIRITO SANTO

Alda, tu sabes que já fazias
Lindos e belos e perfeitos poemas
De onde a Alma do teu povo e da África
A vida e o alento ganhavam orgulhosos…

Enquanto eu, bem tu sabes como ninguém
Sem saber escrever e falar ouvia e mudo ficava
Perdido no nada que era o meu mundo,
Ignorante não percebia que os teus poemas queriam
Ressuscitar o velho homem africano
Intacto no pensamento e integro no viver
Tão independente como auto-suficiente…
Os teus poemas não são utópicos, Alda, um dia será realidade!

Sei que nunca serei poeta para imaginar e escrever
As lindas poesias como tu e apelar a elevação das consciência
Na esperança de ver o homem e a África e o mundo
Todos com o mínimo necessário para se alimentar…
Olha Alda, bem lamento… Eu continuo a não saber escrever…



João Furtado

24 de Março de 2010