Lama vermelha, morta e tóxica se torna viva
E evade a bela e calma rural parte da Hungria
E do Danúbio, o rio ameaça tirar toda a alegria
Tudo se parece a egípcia praga Bíblica e Divina
Os campos outrora férteis e pródigos, estéreis se tornam
E os homens outras paragens mais promissoras procuram
E os nunca culpados animais e plantas, vítimas se tornaram!
João Furtado
Praia, 8 de Outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A COMPANHEIRA DO PARDAL
Meu pardal amigo porque está calada a tua companheira
Ela que sempre me contemplou com belos cantares
Sempre que noticias mil e desgraçadas trazes de outros ares
Que tu e eu de moles corações chorávamos e ela nas brincadeiras...!
Viemos de muito longo amigo e querido João
E ela viu e ouviu coisas que nunca pensou dos humanos
São tão maus, tão insensíveis uns com os outros e tão tiranos
Que até leis para suas fêmeas criam, viemos de Sudão!
Sem dó nem piedade esquecem-se das suas mães
E julgam a todas como prostitutas estranhas
Com sumárias decisões e maldades nas entranhas
Não lembram e nem recordam de origem dos primeiros pães!
Pardal, tu não conheces os humanos e dignos seres pensantes
Eu que de humano, te falo e te digo pardal, a pele tenho vestido
Posso-te relatar do muito pouco conhecimento humano obtido
Matam-se na guerra e na paz deixam morrer filhos fingindo-se ausentes...
Suas mulheres esquecidas que suas progenitoras são
E suas filhas e que criadas com amor e carinho e dedicação
Têm apenas ódio e desprezo e maldade no duro coração
E se julgam superiores uns aos outros exigindo adoração!
Que esperar destes seres que se transformam em feras
Senão a destruição de todo o planeta nosso a terra
Com a sua desmedida ambição construir apenas a guerra
Para defender o futuro... Mas como, se acabam com as primaveras?
João Furtado
O5 de Outubro de 2010
Ela que sempre me contemplou com belos cantares
Sempre que noticias mil e desgraçadas trazes de outros ares
Que tu e eu de moles corações chorávamos e ela nas brincadeiras...!
Viemos de muito longo amigo e querido João
E ela viu e ouviu coisas que nunca pensou dos humanos
São tão maus, tão insensíveis uns com os outros e tão tiranos
Que até leis para suas fêmeas criam, viemos de Sudão!
Sem dó nem piedade esquecem-se das suas mães
E julgam a todas como prostitutas estranhas
Com sumárias decisões e maldades nas entranhas
Não lembram e nem recordam de origem dos primeiros pães!
Pardal, tu não conheces os humanos e dignos seres pensantes
Eu que de humano, te falo e te digo pardal, a pele tenho vestido
Posso-te relatar do muito pouco conhecimento humano obtido
Matam-se na guerra e na paz deixam morrer filhos fingindo-se ausentes...
Suas mulheres esquecidas que suas progenitoras são
E suas filhas e que criadas com amor e carinho e dedicação
Têm apenas ódio e desprezo e maldade no duro coração
E se julgam superiores uns aos outros exigindo adoração!
Que esperar destes seres que se transformam em feras
Senão a destruição de todo o planeta nosso a terra
Com a sua desmedida ambição construir apenas a guerra
Para defender o futuro... Mas como, se acabam com as primaveras?
João Furtado
O5 de Outubro de 2010
A COMPANHEIRA DO PARDAL
Meu pardal amigo porque está calada a tua companheira
Ela que sempre me contemplou com belos cantares
Sempre que noticias mil e desgraçadas trazes de outros ares
Que tu e eu de moles corações chorávamos e ela nas brincadeiras...!
Viemos de muito longo amigo e querido João
E ela viu e ouviu coisas que nunca pensou dos humanos
São tão maus, tão insensíveis uns com os outros e tão tiranos
Que até leis para suas fêmeas criam, viemos de Sudão!
Sem dó nem piedade esquecem-se das suas mães
E julgam a todas como prostitutas estranhas
Com sumárias decisões e maldades nas entranhas
Não lembram e nem recordam de origem dos primeiros pães!
Pardal, tu não conheces os humanos e dignos seres pensantes
Eu que de humano, te falo e te digo pardal, a pele tenho vestido
Posso-te relatar do muito pouco conhecimento humano obtido
Matam-se na guerra e na paz deixam morrer filhos fingindo-se ausentes...
Suas mulheres esquecidas que suas progenitoras são
E suas filhas e que criadas com amor e carinho e dedicação
Têm apenas ódio e desprezo e maldade no duro coração
E se julgam superiores uns aos outros exigindo adoração!
Que esperar destes seres que se transformam em feras
Senão a destruição de todo o planeta nosso a terra
Com a sua desmedida ambição construir apenas a guerra
Para defender o futuro... Mas como, se acabam com as primaveras?
João Furtado
O5 de Outubro de 2010
Ela que sempre me contemplou com belos cantares
Sempre que noticias mil e desgraçadas trazes de outros ares
Que tu e eu de moles corações chorávamos e ela nas brincadeiras...!
Viemos de muito longo amigo e querido João
E ela viu e ouviu coisas que nunca pensou dos humanos
São tão maus, tão insensíveis uns com os outros e tão tiranos
Que até leis para suas fêmeas criam, viemos de Sudão!
Sem dó nem piedade esquecem-se das suas mães
E julgam a todas como prostitutas estranhas
Com sumárias decisões e maldades nas entranhas
Não lembram e nem recordam de origem dos primeiros pães!
Pardal, tu não conheces os humanos e dignos seres pensantes
Eu que de humano, te falo e te digo pardal, a pele tenho vestido
Posso-te relatar do muito pouco conhecimento humano obtido
Matam-se na guerra e na paz deixam morrer filhos fingindo-se ausentes...
Suas mulheres esquecidas que suas progenitoras são
E suas filhas e que criadas com amor e carinho e dedicação
Têm apenas ódio e desprezo e maldade no duro coração
E se julgam superiores uns aos outros exigindo adoração!
Que esperar destes seres que se transformam em feras
Senão a destruição de todo o planeta nosso a terra
Com a sua desmedida ambição construir apenas a guerra
Para defender o futuro... Mas como, se acabam com as primaveras?
João Furtado
O5 de Outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
AI MEU AMOR, MEU AMOR E MEU AMOR
AI MEU AMOR, MEU AMOR
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é mesmo basofo, basofo
Olha lá amor, enquanto se morre em Kosofo
Eu cá brinco e de que maneira de embaixador!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Passamos tanto tempo a chorar, que seca
Das nossas penúrias e da prolongada secas
Se chover lamentamos as lamas... Que humor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda tem duvidas que somos basofos
E julgas que estou com falsos desabafos
Temos cidades mil vazias e alto rumor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Olha o lixo que aquele visinho tem na porta
Foi colocado por outro vizinho, nada importa
Esta é a limpeza nossa, amor, transferência amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Com tanta coisa boa que Senegal tem
Copiamos o esgoto a céu aberto, temos também
Não é só em Dakar, em Lém Ferreira temos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nossa basofaria é grande e não tem limite
Só que ninguém nunca e nunca se admite
Somos mil pobres que helvéticos meu amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
E helvéticos têm metade e nós o dobro
Olha que para isto escrever, eu cobro,
De ministros meu amor, temos muitos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Eu não fujo a regra geral das nossas regras
Estou no dez a tomar e a encher-te de palavras
Enquanto você meu amor espera meu beijo amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Basofaria não tem limite mesmo querida
Falar de beijo e amor e pacata e sedentária vida
Enquanto França expulsa ciganos meu Amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nós cá a içarmos a linda bandeira de desenvolvimento médio
Na Étiopia e não só na África a guerra e fome enchem de ódio
E de deslocados e de mutilados e mortes e de muito real terror
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Esta bosofaria nasceu conosco, eu, a revelia me fiz poeta
E agora, sem mandato, quero dar esta de ser também profeta
E dizer ou mudamos e matamos o mundo, amor que destemor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda vou mais longe e atreve e penso e imagino e digo
Que nossos filhos vão nos cobrar o que fizemos, isto é comigo?
Ai meu amor, isto é de profeta, prever certo futuro não é de embaixador...
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é assim, nasceu assim, basofo vai viver
E assim vai ufano e muito senhor de si mesmo morrer
Que Tu tenhas pena e nos perdoe, Tu Deus que és de tudo Senhor!
João Furtado
24 de Setembro de 2010
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é mesmo basofo, basofo
Olha lá amor, enquanto se morre em Kosofo
Eu cá brinco e de que maneira de embaixador!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Passamos tanto tempo a chorar, que seca
Das nossas penúrias e da prolongada secas
Se chover lamentamos as lamas... Que humor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda tem duvidas que somos basofos
E julgas que estou com falsos desabafos
Temos cidades mil vazias e alto rumor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Olha o lixo que aquele visinho tem na porta
Foi colocado por outro vizinho, nada importa
Esta é a limpeza nossa, amor, transferência amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Com tanta coisa boa que Senegal tem
Copiamos o esgoto a céu aberto, temos também
Não é só em Dakar, em Lém Ferreira temos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nossa basofaria é grande e não tem limite
Só que ninguém nunca e nunca se admite
Somos mil pobres que helvéticos meu amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
E helvéticos têm metade e nós o dobro
Olha que para isto escrever, eu cobro,
De ministros meu amor, temos muitos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Eu não fujo a regra geral das nossas regras
Estou no dez a tomar e a encher-te de palavras
Enquanto você meu amor espera meu beijo amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Basofaria não tem limite mesmo querida
Falar de beijo e amor e pacata e sedentária vida
Enquanto França expulsa ciganos meu Amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nós cá a içarmos a linda bandeira de desenvolvimento médio
Na Étiopia e não só na África a guerra e fome enchem de ódio
E de deslocados e de mutilados e mortes e de muito real terror
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Esta bosofaria nasceu conosco, eu, a revelia me fiz poeta
E agora, sem mandato, quero dar esta de ser também profeta
E dizer ou mudamos e matamos o mundo, amor que destemor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda vou mais longe e atreve e penso e imagino e digo
Que nossos filhos vão nos cobrar o que fizemos, isto é comigo?
Ai meu amor, isto é de profeta, prever certo futuro não é de embaixador...
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é assim, nasceu assim, basofo vai viver
E assim vai ufano e muito senhor de si mesmo morrer
Que Tu tenhas pena e nos perdoe, Tu Deus que és de tudo Senhor!
João Furtado
24 de Setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
PRIMEIRA CARTA A LIZITA
Para ti minha querida e amada filha
Que a sede da razão fez ir a Lisboa
Espero que estejas de saúde boa
Enquanto eu cá isolado fico na Ilha!
Não és a primeira a partir, minha querida bem
O primogénito Juanito foi há dez anos
E a esforçada Belma que tanta falta fizeram-nos
O Popas rebelde não se fez esperar também….
Mas tu me deixaste um vazio no coração
Não sei se por seres a mais recente
Ou por teres cá ficado como presente
Atenuante no momento de tanta preocupação!
Vezes sem conta tu tomaste a rédea a situação
E eu que mais me afadigado que resoluto…
Principalmente nos momentos de luta e luto
Me senti que és uma mulherzinha de acção!
A tua mãe não deve demorar o regresso
A casa irá ficar um pouco mais animada
A Nuna sempre a querer ser mimada
E tu longe procurando teu progresso!
Partiste agora e espero ver-te voltar em Dezembro
E o Popas, doce filhos para me alegrarem o coração
O Natal será mais alegre e será uma bela reunião
Por enquanto de coisas vossas boas me lembro
E rezo a Deus dos homens e dos Santos
Que vos iluminem nas vossas caminhadas
E que as maiores vontades vossas desejadas
Sejam coroadas de sucessos e de grandes êxitos!
João Furtado
Praia, 17 de Setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
EU E O MEU PARDAL NOVAMENTE
Eu te vejo muito tristonho
Meu belo pardal confidente e amigo
Tão calado estas tu que sempre falaste comigo
Tu que sempre entraste até no meu sonho...
Estou muito triste amigo João
Venho do Cabo das Esperanças
E na bagagem trago poucas esperanças
As baleias são mortas que dói o coração...
E na terra a vida dos pacíficos elefantes
Não está nada fácil, dizem que é o fim
Todo por motivo apenas dos dentes de marfim
O mundo esta a perder os últimos gigantes
Pardal o mundo sempre foi assim
Que te espanta agora de deferente
O Homem por ser sempre carente
Plantas e animais e até ele próprio dá o fim!
A minha tristeza é ver, meu amigo
A nossa pouca voz entre os humanos
De crimes acusados e condenados por anos,
Por defenderem o mundo do perigo!
João Furtado
Praia, 15 de Setembro de 2010
Meu belo pardal confidente e amigo
Tão calado estas tu que sempre falaste comigo
Tu que sempre entraste até no meu sonho...
Estou muito triste amigo João
Venho do Cabo das Esperanças
E na bagagem trago poucas esperanças
As baleias são mortas que dói o coração...
E na terra a vida dos pacíficos elefantes
Não está nada fácil, dizem que é o fim
Todo por motivo apenas dos dentes de marfim
O mundo esta a perder os últimos gigantes
Pardal o mundo sempre foi assim
Que te espanta agora de deferente
O Homem por ser sempre carente
Plantas e animais e até ele próprio dá o fim!
A minha tristeza é ver, meu amigo
A nossa pouca voz entre os humanos
De crimes acusados e condenados por anos,
Por defenderem o mundo do perigo!
João Furtado
Praia, 15 de Setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A CHUVA, A BRISA E AS LAGRIMAS
Do céu a chuva rega a terra
Enquanto eu tento e faço
Este poema com pouca regra
Certo é teu todo meu espaço!
Feliz, sinto a terra inalando
O característico perfume natural
Enquanto tua ausência eu fico chorando
Sobre a lagoa da lágrima muito plural!
Ao longe um galo madrugador canta
Avisando a hora aos seus amores
E eu que só a tua beleza me encanta
Nem sinto na rua os efémeros rumores!
Uma brisa calma e suave
Chega até mim de mansinho
Tão discreta e tão leve...
Sinto nele teu desejado carinho!
Seco por dentro, no meu coração
E por lagrimas e chuva molhado por fora
Sinto alento nesta natural acção
E tu perto também, apesar dos embora...
João Furtado
Praia, 13 de Setembro de 2010
Enquanto eu tento e faço
Este poema com pouca regra
Certo é teu todo meu espaço!
Feliz, sinto a terra inalando
O característico perfume natural
Enquanto tua ausência eu fico chorando
Sobre a lagoa da lágrima muito plural!
Ao longe um galo madrugador canta
Avisando a hora aos seus amores
E eu que só a tua beleza me encanta
Nem sinto na rua os efémeros rumores!
Uma brisa calma e suave
Chega até mim de mansinho
Tão discreta e tão leve...
Sinto nele teu desejado carinho!
Seco por dentro, no meu coração
E por lagrimas e chuva molhado por fora
Sinto alento nesta natural acção
E tu perto também, apesar dos embora...
João Furtado
Praia, 13 de Setembro de 2010
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