Se descalça ia a Leonor
De Camões grande poeta
A minha também vai
Não só por não ter sapato
Mais também por nem pés ter
Uma bomba colocada
Por um nacionalista
Uma bomba colocada
Por um terrorista
Uma bomba colocada
Por um pacifista
Uma bomba colocada
Por um anarquista
Levou o pé da minha Leonor
Se Formosa e não segura ia a Leonor
De Camões que poeta foi e é
A minha Leonor nem formosa vai
E muito menos segura
Pois de farrapos vai vestida
E do lixo perfume buscou
Anda de montes e vales
De muletas se apoia
Buscando do nada o alimento
Para seu sustento e dos seus
Minha Leonor não vai formosa
Minha Leonor nunca conheceu segurança!
Se levava a cabeça o Pote
A Leonor de Camões de Portugal
Ai do mundo, minha Leonor
Leva dentro da cabeça o desespero
Da fome que lhe deu a natureza
Da fome que lhe deu a guerra
Da fome que lhe deu a miséria
Ainda leva a minha Leonor
Que tudo pode levar
Na barriga um filho sem pai
E no colo outro filho
Que pai também não tem
Pai que morreu de fome
Pai que fugiu de fome
Pai que de luxuria fugiu
Pai que morreu de bomba
Pai que morreu de guerra
De guerra que não é de Leonor
Nem dos filhos de Leonor
Guerra de ninguém.
Se descalça ia a Leonor
De Camões grande poeta
A minha também vai
Não só por não ter sapato
Mais também por nem pés ter!
Joao Furtado
Faz parte do livro “A TERRA E A GUERRA PELA PAZ – VOL I” a venda na Biblioteca Nacional da Praia – Cabo Verde!
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
MULHER, AMO-TE MUITO
M-Me pediste para te escrever
U-Um poema… Seria um presente
L-Lembraste-me do teu dia, ah, ah, ah
H-Havias de ser tu, minha amiga especial
E-Escolher só um dia do ano para ser teu…
R-Restam muitos dias, serão para quem?
A-Acho que mereces um maior presente
M-Mãe minha és e mulher também…,
O-O teu ventre foi abençoado por Deus!
-
T-Tu podes dizer que és a poesia
E-E a mãe, a irmã e a filha dos poetas!
M-Mulher és apenas isto, te digo
U-Uma pequena semente de onde
I-Imperativamente o Mundo se fez humano…
T-Tu não precisas pedir um poema
O-O poeta e o poema existem porque existes!
João Furtado
Praia, 07 de Março de 2012
Para 08 de Março de 2012, dia da Mulher Internacional da Mulher!
U-Um poema… Seria um presente
L-Lembraste-me do teu dia, ah, ah, ah
H-Havias de ser tu, minha amiga especial
E-Escolher só um dia do ano para ser teu…
R-Restam muitos dias, serão para quem?
A-Acho que mereces um maior presente
M-Mãe minha és e mulher também…,
O-O teu ventre foi abençoado por Deus!
-
T-Tu podes dizer que és a poesia
E-E a mãe, a irmã e a filha dos poetas!
M-Mulher és apenas isto, te digo
U-Uma pequena semente de onde
I-Imperativamente o Mundo se fez humano…
T-Tu não precisas pedir um poema
O-O poeta e o poema existem porque existes!
João Furtado
Praia, 07 de Março de 2012
Para 08 de Março de 2012, dia da Mulher Internacional da Mulher!
terça-feira, 6 de março de 2012
MULHER
MULHER
M Mãe este é o teu mês, dizeM M
U Um mês só para ti... E tU U
L Longe... O teu amor incomparáveL L
H Hoje lembro-me das tuas gargalhadas... ah, ah, aH H
E Eu era táo feliz... Tenho muita saudadE... E
R Risos... Choros... Tudo em ti me faziam viveR! R
João Furtado
Praia, 06 de Março de 2012
M Mãe este é o teu mês, dizeM M
U Um mês só para ti... E tU U
L Longe... O teu amor incomparáveL L
H Hoje lembro-me das tuas gargalhadas... ah, ah, aH H
E Eu era táo feliz... Tenho muita saudadE... E
R Risos... Choros... Tudo em ti me faziam viveR! R
João Furtado
Praia, 06 de Março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
O CANTO DA ÂNGELA
Ângela, tu me pedes um canto
Alegre... Refugiei-me no canto
Da nossa amizade... E enquanto
lembrava da infância e do seu encanto...
Aquele Pardal e o seu alegre canto
Que enchia de melodia o meu coração
Que bela e simples era aquela canção
Cantada sem nenhuma preocupação
E com a Natural e Divina imaginação...
Esta é, Angela Furtado, a tua canção!
João Furtado
Esta é, Angela Furtado, a tua canção!
João Furtado
Praia, 05 de Março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
MINHA LOUCURA PROVÁVEL
MINHA LOUCURA PROVÁVEL
Lembrei-me hoje de ti minha Fémia-Pardal
Há quase um ano, completo, que não te oiço
Sei que é a minha sina... Amigos perder Que faço
Eu para que todos de mim fugirem... Afinal?
Tu eras o único que comigo tinhas paciência
Passavas horas e horas calmamente me ouvindo
E eu, feliz da vida, tagarelando... Tagarelando
Vi-te partir e esperei... Não voltas-te... Não sabia...
Ainda continuo sentado no mesmo lugar
E de janela vejo perto a mesma árvore frondosa
E tu? Já não estas poisada nela... Queda... Ociosa...
Quero continuar a falar... Mas sem ninguém a escutar....
Sabes, minha amiga, até falar sozinho eu podia
Mas o mundo dos homem não é como o teu mundo
Se os homens souberem e verem em mim um doido
Vão me internar, apenas porque ninguém me ouvia!
Iria gritar, berrar e dizer que sou são e saudável
E que loucos eram eles que só sabem destruir
Mas que ganharia eu? Eles de mim iriam rir
Comprovando com meu ato a loucura provável!
João Furtado
Praia, 03 de Março de 2012
Lembrei-me hoje de ti minha Fémia-Pardal
Há quase um ano, completo, que não te oiço
Sei que é a minha sina... Amigos perder Que faço
Eu para que todos de mim fugirem... Afinal?
Tu eras o único que comigo tinhas paciência
Passavas horas e horas calmamente me ouvindo
E eu, feliz da vida, tagarelando... Tagarelando
Vi-te partir e esperei... Não voltas-te... Não sabia...
Ainda continuo sentado no mesmo lugar
E de janela vejo perto a mesma árvore frondosa
E tu? Já não estas poisada nela... Queda... Ociosa...
Quero continuar a falar... Mas sem ninguém a escutar....
Sabes, minha amiga, até falar sozinho eu podia
Mas o mundo dos homem não é como o teu mundo
Se os homens souberem e verem em mim um doido
Vão me internar, apenas porque ninguém me ouvia!
Iria gritar, berrar e dizer que sou são e saudável
E que loucos eram eles que só sabem destruir
Mas que ganharia eu? Eles de mim iriam rir
Comprovando com meu ato a loucura provável!
João Furtado
Praia, 03 de Março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
GRITOS AMARGOS
GRITOS AMARGOS
Insípidas se tornaram as palavras
Tudo se tornou sem algum sentido
A arte julgada e o engenho tido
Se ocultaram e fugiram das letras!
Dizem que é o mês de alegria e amor
E o momento para poesia é propício
Mas para mim tudo está sendo fictício
Vejo guerra, fome, doença, crise e dor!
Os homens continuam os mesmos cegos
Dão esmolas a troco de ricos agradecimentos
Mas criticam os compradores de indultos…
As famílias perdendo os familiares apegos
Transformam em nus e vazios lagos
E eu, pobre de mim, solto gritos amargos!
João Furtado
Praia, 02 de Março de 2012
Insípidas se tornaram as palavras
Tudo se tornou sem algum sentido
A arte julgada e o engenho tido
Se ocultaram e fugiram das letras!
Dizem que é o mês de alegria e amor
E o momento para poesia é propício
Mas para mim tudo está sendo fictício
Vejo guerra, fome, doença, crise e dor!
Os homens continuam os mesmos cegos
Dão esmolas a troco de ricos agradecimentos
Mas criticam os compradores de indultos…
As famílias perdendo os familiares apegos
Transformam em nus e vazios lagos
E eu, pobre de mim, solto gritos amargos!
João Furtado
Praia, 02 de Março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O POEMA
Quero escrever o teu poema
Esqueci-me qual era o tema
E por muito que me esprema
De inspiração o vazio é o lema
Chorar é o que para mim resta
Vejo o mundo e nada presta
Cada vez mais vejo que empresta
A vida a dor tal que empesta!
E tu a exigires o poema que não existe
E a vida doentia que em mim persiste
Em escrever… A arte que mui insiste
Em viver, de mim, completamente distante!
Mas vou escrever um poema sem arte
Com certeza que de mim uma parte
Vai estar escrito e que não descarte
As lágrimas, de mim jamais lembrar-te!
João Furtado
Praia, 29 de Fevereiro de 2012
Esqueci-me qual era o tema
E por muito que me esprema
De inspiração o vazio é o lema
Chorar é o que para mim resta
Vejo o mundo e nada presta
Cada vez mais vejo que empresta
A vida a dor tal que empesta!
E tu a exigires o poema que não existe
E a vida doentia que em mim persiste
Em escrever… A arte que mui insiste
Em viver, de mim, completamente distante!
Mas vou escrever um poema sem arte
Com certeza que de mim uma parte
Vai estar escrito e que não descarte
As lágrimas, de mim jamais lembrar-te!
João Furtado
Praia, 29 de Fevereiro de 2012
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