sábado, 11 de novembro de 2017

GARGANTA TA KÔSA

Moreia fritadu
Kel grogu fédi ta díxi
Garganta ta kôsa

Djonzinhu Furtado

MAR DJA ODJA PA NÔS

Pêxêra sta grita
Ês atun… ês katxoreta
Mar dja odja pa nôs…

Djonzinhu Furtado

SÁBADO DA NANINHA

São dias que passam sempre recordando
A memória hoje leva-me à ti Naninha
Bom coração tinhas mulher que partiste
Ainda lembras daquela semente de abacate
Da minha brincadeira fazendo a minha filha
Olhar para ti e achar que em três dias deu frutos?

Semente milagrosa como a nossa amizade
Assim que te conheci ficamos amigos
Bom e pouco tempo… Naninha prima da Nelita
A minha prima por lanço de afinidade
Devo rezar por ti o pedir que por mim dediques
O esforço e peças ao Senhor que me abençoe?

SANTO foi o teu viver neste mundo dos vivos.

Praia, 11 de novembro de 2017
João Furtado

TRIVIOLETRA TC/TS: DESFILA de Dirce Carneiro, Marco Bastos e João P. C. Furtado

TRIVIOLETRA TC: DESFILA

D o tê, sem som, que não se fala // tê mudo // como tudo numa ala (3)
E xército terracota // ganha vida // marcha terror (6)
S ão passos de gazela // DISRITIMIA // cativa a passarela (1)
F ashion, arrojado // passo e salto // para e faz carão (5)
I a e vinha_ático, ortofônico // ortorrômbico // na passarela (7)
L eva tambor e corneta // pé marcha // coração forte bate (2)
A la des_norte_ada // porta b(anda)eira // batuque ou samba? (4)


TRIVIOLETRA TS: DESFILA

S ão passos de gazela // DISRITIMIA // cativa a passarela (1)
L eva tambor e corneta // pé marcha // coração forte bate (2)
D o tê, sem som, que não se fala // tê mudo // como tudo numa ala (3)
A la des_norte_ada // porta b(anda)eira // batuque ou samba? (4)
F ashion, arrojado // passo e salto // para e faz carão (5)
E xército terracota // ganha vida // marcha terror (6)
I a e vinha_ático, ortofônico // ortorrômbico // na passarela (7)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

SEI QUE NÃO DORMES MONTE CARA



Sei que não dormes Monte Cara
Imploro-te que guardes minha amiga
Milhas voo para nos abraçar e
Olha que nem nós amamos tanto Cabo Verde
Não sei e nem tu quantas vezes somos ingratos
E ela é a filha que fala com orgulho de este Cabo Verde...

Cabo Verde desta filha adotiva
Apanágio é de sabedoria e conhecimento
Prima no Mundo e ombreia com Olimpo
Um Cabo Verde fina flor da África
Tu Monte Cara preguiçoso milenarmente
Obrigação tens de cuidar dela com carinho...

João Furtado
Praia, 10 de novembro de 2017
http://joaopcfurtado.blogspot.com

TRÍVIOLETRA TC/TS : NINAR.


TRÍVIOLETRA TC : NINAR.

N oite de lua, silêncio // ACALANTO // sonhos no céu de filó (1)
I nfância dourada // contos de embalar // leva ao mundo dos sonhos.(4)
N a paz de muito amor // afagos e afetos // cafuné nos cachos(5)
A cantiga embala // balança o colo // aninha-se o bebê(3)
R imam som e fogueira // poilão do encanto // tradição sonha.(2)


Celinha Viol 1
João P.C. Furtado 2, 4
Dirce Carneiro 3,5

TRÍVIOLETRA TS : NINAR.

N oite de lua, silêncio // ACALANTO // sonhos no céu de filó (1)
R imam som e fogueira // poilão do encanto // tradição sonha.(2)
A cantiga embala // balança o colo // aninha-se o bebê(3)
I nfância dourada // contos de embalar // leva ao mundo dos sonhos.(4)
N a paz de muito amor // afagos e afetos // cafuné nos cachos(5)

SEXTA FEIRA DO XERIFE


Se eu voltar aos meus 13 anos de idade
Estou na pacata cidade de Santo António
Xerife dormia a frente dos dois quartos nossa casa
Tinha ele construído a cabana muito humilde
Apoiada à parede duas estacas coberta de folhas de bananeira
-
Foi ele por muito tem quem fazia pequenos recados
Em troca de um pouco de comida e nada mais
Imensamente cumpridas eram as noites e
Raras as que haviam no cinema os “maiores de 12 anos”
A noite ocupava meu tempo a ouvi-lo falar do povo dele


João Furtado
Praia, de novembro de 2017