terça-feira, 28 de novembro de 2017

O CHORO DA LUA OU O ENGANO DA APARÊNCIA





Lua apareceu e trouxe alegria
Uma noite prometia ser bela
A nuvem indiferente fez-se notar

Lentamente do céu fez seu lar
Uma gota caiu na terra seca e escura
A alma do poeta agradeceu a nuvem

Lá veio do céu outra gota
Uma mais húmida que a outra
A poesia sobre a nuvem se fez

Lua cada vez mais triste e magoada
Uma e outra e outra gota brotava
A terra molhada recitava a poesia do poeta

Lamentos da Lua só as estrelas ouviram
Um cometa passou tal raio rápida
A Lua leu nos olhos a troça contida.

João Furtado
Praia, 28 de novembro de 2017

PARDAL E PASCOAL DOIS PROFESSORES



Pardal muito cedo vens-me acordar
A tua desculpa é de querer ensinar-me
Será que aprendo sabendo histórias…
Como e quanto tempo tua espécie existe
O teu respeito pela natureza que chamas de mãe
Apenas tiras dela aquilo que precisas e…
Longe de ti a ideia de acumular para teus filhos…


Porque vens tu com dia sim dia sim
A minha janela falar das mortes
Se não for na guerra é no desastre ecológico
Com o homem sempre autor de tudo?
Olha que sou igual só na aparência
A minha ambição é a vergonha que sinto do homem
Lamentavelmente egoísta quer destruir tudo…


Para Pardal que hoje quero rezar para um professor
Achas que és tu? Seu presunçoso tagarela
Sem dúvidas que aprendo muito contigo
Com a tua filosofia de nunca matar a galinha
Ovos de ouro não merece o sacrifício…
A reza é para o Pascoal foi meu professor
Lembro-me dele e tinha eu apenas 7 anos


Paciente o Pascoal teve a difícil tarefa de ensinar-me
As letras simples símbolos por ele tiveram sentido em mim
Sem duvidas que ou números também tiveram
Contas e redações minúsculas foram crescendo
Olha que eu não era de fácil aprendizagem
Ainda troco o “v” por “f” e muito facilmente
Longe de me castigar ele corrigia-me com compreensão…


João Furtado

Praia, 28 de novembro de 2017

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

VARELA



VARELA

Você foi meu amigo Varela
A  amizade de você foi especial
Recorda daquela pesca que fizemos
Eu... Nunca tinha pescado
Levei a melhor e tive sorte
A linha e o anzol de você quedaram vazio 

Você continuou a viver do mar
A pesca e a marinha foram a vida de você
Relativo a mim... Nunca mas pesquei
Embarquei e te deixei a viver do mar
Longos depois vi voce de novo em S.Tomé
A viver de uma motorizada velha

Você sabe foi para o entero da minha irmã
A nossa conversa e a vontade que você tinha...
Refiro-me de voce conhecer Cabo Verde
E de cá ir para Guiné Equatorial tão perto de S. Tomé
Logo depois soube que não casou com a Sereia
A mota... Foi ela que levou você... Que a alma de você tenha paz...




João Furtado
 
Praia, 27 de novembro de 2017


domingo, 26 de novembro de 2017

MARGARIDA CORREIA

Minha avó que nunca vi
A tarde de hoje recordei-me de ti
Recordação do que a minha mãe falava
Generosa e simples mulher
A fome que não queria não viste
Repousaste dois anos antes
Infelizmente ela obrigou a minha mãe a…
Deixar o nada que não tinha e partir…
Assim nasci na Ilha do Príncipe

Chuva este ano não veio
Os homens não esperam emigrar
Recursos não são muitos
Repartir não é fácil mas é a esperança
Esqueçamos por enquanto os problemas
Importa é rezar pela tua alma

A Paz eterna ela merece avó 

João Furtado

ISABEL

Inda nka faz nen poema Sta komplikadu pa li Ami nsta odja janela Ben un pardal... Ê kanta... Ê fla ma bu sta ta durmi Lenbra ma lá sta noti inda..

Djonzinhu Furtado
Praia, 26 de novembro de 2017

Poema Trívioletra TC/TS: MINAS Vários Autores

Poema Trívioletra TC: MINAS 
ina da Fábrica // Brasil é fraco // caso do desastre. (2)
a garimpar // pisou duas minas // maldade explodiu. (3)
N efasto destino // brisa de tom cinza //  minério mortal. (4)
morte ri desgarrada // SANGRA DOCE O RIO // vidas perdidas (1)
S onhos Midas real_idade // toque in_verso // pó da ambição. (5)
Chantal Fournet - 1
Rafael Mérida - 2
João Furtado -  3, 5
Mónica Pamplona - 4 
Poema Trívioletra TS: MINAS
morte ri desgarrada // SANGRA DOCE O RIO // vidas perdidas (1)
a garimpar // pisou duas minas // maldade explodiu. (3)
ina da Fábrica // Brasil é fraco // caso do desastre. (2)
efasto destino // brisa de tom cinza //  minério mortal. (4)
onhos Midas real_idade // toque in_verso // pó da ambição. (5)

sábado, 25 de novembro de 2017

ALFABETO DAS VÍTIMAS

As vítimas do terrorismo são hoje lembradas
Bombas de mil engenhos explodem e matam
Crianças e mulheres e cíveis aleatoriamente
Deste rasto de sangue de mil e um inocentes
Eles querem mostrar uma força covarde
Foi ontem no Egito dos Faraós e das pirâmides
Gente sem culpa e sem saber porque morre
Hoje por todos rezo para que tenham a PAZ
Imensa é a dor que o mundo sofre e parece sem fim
Já foi assim na França e na Espanha e na América
Levam a dor onde existe a vida e toda a vida é merecida
Matar por matar ou por que ideal for é matar
Ninguém tem o direito de matar ninguém
O homem merece sim a PAZ e o AMOR e a COMPREENSÃO
Pela vida e pela Paz interior rezo e espero alcançar
Que o homem deixe de matar o homem
Reconcilie-se com sigo mesmo e de mãos dadas
Sinta seu próprio coração humano e veja no homem
Tudo que é ele o homem e saiba que se matar o homem
Único resultado é que está a se matar ele mesmo
Ver o mundo como um lar e querer harmonia e Paz e…
Zelar para a eternidade do LAR de todos seres é obrigatório
We can disse alguém e é possível sim conseguiremos e num
Yes e oui e sim e sin… Aceitar as diferenças e as semelhanças
K – Compreendendo o que deve melhorar e ser menos egoístas…


João Furtado
Praia, 25 de novembro de 2017