BALA PERDIDA
Bum…. É o som da perdida bala
A bala que se tornou corriqueira,
Levou o pequeno Luizinho com ela,
A Inês também, que estava na cavaqueira!
Pistola e pão vendem-se por tostão
Esquina certamente sim, esquina talvez não
Rapaz com pistola se torna valentão
Duvido que saiba bem usar, senão,
Infelizmente não mataria o Romão
De cansado preparava para um banho,
A bala não viu que de guerra ele era estranho!
João Furtado
Praia, 01 de Setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
NELITA, ISABEL
N Neste dia de festa de arrombar
E Especialmente para ti, meu amor
L Lindo ramo de bela e única flor
I Inventei primorosamente para te dar
T Toma com ele o meu coração
A Amor, e coloca junto do teu coração!
I Inspirar e tentar escrever um poema
S Sinceramente… Faltam-me palavras…
A Andei procurando ideias e comparações
B Bem… Senti apenas nossos dois corações
E Enlaçados há trinta anos, as nossas almas…
L Lindo dia 17 de Agosto, que a festa seja o tema!
Praia, 17 de Agosto de 2011
JOAO FURTADO
terça-feira, 16 de agosto de 2011
NELITA NELITA
N Naquela minha carta de amor
E Escrita com todo o primor,
L Lembro-me das palavras de cor
I Imaginei nela todo o nosso amor
T Tu… Bem… amanha, teu dia, com clamor
A Amor, escreverei para ti outra carta de amor…!
N Não sei se será do mesmo jeito
E E… Nosso amor não é perfeito
L Lidamos com o nosso humano defeito
I Isto é verdade, mas do meu peito
T Tentarei com o meu pensamento
A A carta de amor colocar meu sentimento!
João Furtado
Praia, 16 de Agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
FENOMENO ESTRANHO
F Foi-me pedido um poema para o dia do pai
E E eu cá só tenho na mente a criança
N Naturalmente chocado com a pouco esperança
O Os brinquedos são cada vez mais mortais
M Mesmo porque a ocupação se escasseia
E E o lar não se apresenta melhor que a cadeia!
N Na revolta e pilhagem, na dor dos pais
O Os espaços de lazer são infernais!
E Entender que fogo ajuda a atear
S Sem receios agredir polícias
T Tomar de assalto esquadras
R Relegar Londres a dor e raiva… Não…
A A criança devia estar ocupada
N Na diversão saudável da formação
H Hoje estranhamente reduzida
O O resto é tristeza do acto… A cadeia desafiar!
João Furtado
Praia, 10 de Agosto de 2011
E E eu cá só tenho na mente a criança
N Naturalmente chocado com a pouco esperança
O Os brinquedos são cada vez mais mortais
M Mesmo porque a ocupação se escasseia
E E o lar não se apresenta melhor que a cadeia!
N Na revolta e pilhagem, na dor dos pais
O Os espaços de lazer são infernais!
E Entender que fogo ajuda a atear
S Sem receios agredir polícias
T Tomar de assalto esquadras
R Relegar Londres a dor e raiva… Não…
A A criança devia estar ocupada
N Na diversão saudável da formação
H Hoje estranhamente reduzida
O O resto é tristeza do acto… A cadeia desafiar!
João Furtado
Praia, 10 de Agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O LEÃO QUE RUGIA
O LEÃO QUE RUGIA
O Leão que rugia no deserto
Foi mostrado doente e enjaulado
Ainda que seja talvez o mais certo
Não foi por segurança atado!
Quis a historia mais uma vez
Mostrar o lado cruel dos humanos
Ou apresentar como exemplo talvez
Como quase sempre terminam os tiranos?
Ontem foi o Mubarak exposto
E nele procurei o ex-presidente
E por triste e pobre desgosto
Apenas vi nele um humilde doente!
Praia, 04 de Agosto de 2011
João Furtado
O Leão que rugia no deserto
Foi mostrado doente e enjaulado
Ainda que seja talvez o mais certo
Não foi por segurança atado!
Quis a historia mais uma vez
Mostrar o lado cruel dos humanos
Ou apresentar como exemplo talvez
Como quase sempre terminam os tiranos?
Ontem foi o Mubarak exposto
E nele procurei o ex-presidente
E por triste e pobre desgosto
Apenas vi nele um humilde doente!
Praia, 04 de Agosto de 2011
João Furtado
segunda-feira, 18 de julho de 2011
ÁLCOOL, DROGA QUE MATA!
A A Droga mata é verdade pura
L Lentamente, gole a gole, dependente
C Caminha-se para o fim previsto…
O O divertimento que julgamos ter
O Obviamente, tem um preço elevado
L Lamentar tardiamente pouco ajuda!
D Dizer que é apenas mais um grogue…
R Referir que se é forte e parar é fácil…
O O verdadeiro problema é começar
G Garanto-te que não precisas parar,
A Afinal, só para quem começa…
Q Quero te pedir que reflictas na vida
U Única e bela que tens como presente
E E não deixes que a bebida a destrua!
M Mesmo que seja legalmente aceite
A A verdade é que é droga pura
T Transforma liberdade em dependência e
A Atira-te para o mundo da morte lenta!
João Furtado
Praia, 18 de Julho de 2011
L Lentamente, gole a gole, dependente
C Caminha-se para o fim previsto…
O O divertimento que julgamos ter
O Obviamente, tem um preço elevado
L Lamentar tardiamente pouco ajuda!
D Dizer que é apenas mais um grogue…
R Referir que se é forte e parar é fácil…
O O verdadeiro problema é começar
G Garanto-te que não precisas parar,
A Afinal, só para quem começa…
Q Quero te pedir que reflictas na vida
U Única e bela que tens como presente
E E não deixes que a bebida a destrua!
M Mesmo que seja legalmente aceite
A A verdade é que é droga pura
T Transforma liberdade em dependência e
A Atira-te para o mundo da morte lenta!
João Furtado
Praia, 18 de Julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
PAPAS DE COCAINA
Querida Amiga Arlete
Sinceramente não sei por onde começar, querida amiga. Esta terra sempre me surpreende com casos destes. De um lado o esperado, dada a nossa localização geográfica, e por outro lado insólito.
É esperado que de vez enquanto bóie nas nossas águas pacotes de cocaína, estamos no meio da Europa, o mercado e da América do Sul, o celeiro da droga. Ao qualquer momento um navio qualquer pode se aliviar da cargas indesejadas se pressentir que irá sofrer uma abordagem policial. Também pode acontecer que se afunde e a carga se espalhe pelas nossas águas. Ou, simplesmente, fazer uma “transferência” numa praia deserta e surpreendido deixar ao Deus dará toda a mercadoria.
O insólito é saber que a nossa ingénua população, em pleno século vinte e um, use a “farinha” para, a mulher, fazer papa e, as crianças, cola para trabalhos manuais. Querida amiga Arlete, não é a primeira vez que isto acontece…
Há dez anos, apareceu a boiar bidões de metanol, combustível inflamável, provavelmente algum contentor, transportado por algum navio, inadvertidamente vou parar ao mar. Sabes o que aconteceu? Os pescadores apanharam os bidões, julgado tratar-se de alguma bebida desconhecida, ingeriram-no e tivemos vários casos de óbitos e de internamento.
Desta vez não aconteceu nada, pois antes de a papa ser ingerida. Alguém, provavelmente algum ex-imigrante reconheceu a qualidade da “farinha” e alertou as cozinheiras…
Um dos pescadores ao saber do que tinha as mãos foi a correr entregar um saco de pacotes ao Policia Nacional. Alguns mais “espertos” resolveram vender o produto achado, ontem foi o dia em que a cocaína, muito provavelmente, foi vendida ao preço mais barato de sempre, cerca de vinte e cinco euros por quilo. Não sei se o GUINESS terá conhecimento e provas para publica-lo nas suas páginas.
Querida amiga Arlete, creio que devia ter começado pelo princípio, que achas? Tudo isto aconteceu na Calheta de São Miguel, mais precisamente na zona de “Ponta Verde” no Domingo passado, dia 03 de Julho de 2011. Soube ontem, a televisão deu a notícia e informou que foram detidos dois indivíduos implicados na venda da droga que apareceu a boiar no mar.
Hoje fui a missa muito cedo, é o sétimo dia do falecimento de um vizinho, a conversa versou mais na droga vagabunda que na vida exemplar que normalmente os defuntos vivem. Ouve até uma senhora que disse:
-Deus deu a sorte a muita gente, que deixou voar!
Não contive, era demais, tomei da palavra e… Tentei convencê-la que a droga é um mal. Não trás nada de bom. Só destrói e só cria desgostos. Usou todos os argumentos possíveis… mostrei exemplos e mais exemplos. Recordei-a do dia importante que hoje é, o dia da Independência de Cabo Verde e que droga só serve para tornar os nossos filhos dependentes. Dependentes da droga, tóxico-dependentes.
Mas… Cansado, eu calei-me por fim, desanimado e sem a certeza de ter conseguido mudar a ideia dela com o meu esforço… O homem é um ser tão egoísta, amiga Arlete, tão egoísta, que sinto pena de mim!
Praia, 05 de Julho de 2011
João Furtado
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