terça-feira, 25 de agosto de 2015

SAUDADE (DOS FILHOS)

SAUDADES

S - Senti de vós meus filhos Sentimentos estranhoS
A - Aqui quando todos juntos A vossa presença os tapavA
U - Uma família feliz éramos Unidos e com o nosso tabU
D - Depois começou por, Detesto recordar,  uma viagem ao OxforD
A - A razão era estudarem Ainda estão por lá e cada um com a famíliA
D - Desta separação temporária Deixou esta marca e agora me chamam de “daD
E - É carinhoso, eu sei, muito Embora não saiba o que é efetivamentE....

João P. C. Furtado
Praia, 25 de Agosto de 2015
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

SAUDADES

SAUDADES


S  -  Sentir um vazio no interior das alegriaS       
A 
 -  Andar titubeante sem beber uma gotA     
U  -  Única razão é a saudade do nosso saraU                             
D  -  Devia ter a idade do nosso jovem DaviD     
A  -  A gente ganhava pouco, mas chegavA     
D  -  Dava para tudo e fomos de férias a MadriD
E  -   E em Paris perto Torre Eiffel eu beijei-tE     
S  -   Senti  neste beijo o quanto tu me amavaS...!  


João Furtado
Praia, 24 de Agosto de 2015
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EU AQUI A JANELA E CAI A CHUVA


Bela e mui perfeita trova 
Fala dum bem que é um beijo 
Eu aqui a janela e cai a chuva 
Que à terra sacia o desejo!




João Furtado
Praia, 24 de agosto de 2015
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ILHA DO PRÍNCIPE

I - Imensa e bendita chuva cai calmamente
L - Lembrança da minha infância longínqua 
H - Hoje toma conta de mim e sinto o cheiro
A - A água que do céu vem ao som do trovão...
 
D - Desejei tanto que chovesse e quase desanimado
O - O chão seco parecia dizer que Cabo Verde assim ficaria...
 
P - Puro engano, de janela eu vejo, a chuva que cai
R - Reparo que as crianças sentem medo do relâmpago 
Í - Imagino a Ilha do Príncipe... Esta cena era constante 
N - Não falo do medo das crianças, elas não tinham medo
C - Com tantos relâmpagos e trovões diários, o susto só
I - Importava com a queda do maldito raio e dividia uma árvore
P - Partindo ao meio ou quase e o estrondo parecia o fim
E - E os adultos e a crianças sem distinção gritavam e tremiam...

João Furtado
Praia, 24 de agosto de 2015
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

NA PRIMAVERA DE ESPERANÇA

POEMA DE JOÃO FURTADO E MOLDURA DE SAFIRA SALDANHA

A ESPERA DESESPERADA

A ESPERA DESESPERADA

As pedras se despencam uma a uma
E a madeira que é feito o portão
Todo velho e furado parece espuma
Só a saudade permanece no meu coração

Sei que lá longe estas e tens tua razão
Que te obriga a me deixares a tua espera
Lembras-te desta árvore como ela era?
Hoje tão frondosa e velha e do nosso cão?

Talvez nem me conheças quando voltares
Mas te digo apenas que sou eu aqui sentada
Neste portão onde quando ias, eu encostada
Via-te partir e para trás olhavas com olhos tristes!

Já não choro por ti, meu bem muito amado
As minhas lágrimas formaram rio e secaram
As tuas promessas no vento esfumaram...
Só a esperança tem ao meu coração acalentado!


João Pereira Correia Furtado
Praia, 17 de Agosto de 2015
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

NA PRIMAVERA DE ESPERANÇA

NA PRIMAVERA DE ESPERANÇA

Só recordo do nome, a Primavera...
Cá só temos alto calor e o verão
Que queima a pele e até o coração
Tudo é escuro tal minha prima Vera!

Como falar da desconhecida estação
Se a frescura é tão pouca e tão rara
E o suor torna úmida a minha cara
E o meu corpo gorduroso à exaustão?

As flores belas, rosas multicolores são
Todas de plástico, uma natural é rara
Pode-se até imaginar ser ficção pura
Ilha Brava cheia de flores menos Açafrão...

De primavera não posso aqui escrever
Pois choro apenas por alguma chuva
Que dê a terra seca algum milho e uva
E este povo na primavera de esperança viver!

João Pereira Correia Furtado
Praia, 20 de Agosto de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com