quinta-feira, 20 de novembro de 2014

MARIA DE FÁTIMA

MARIA DE FÁTIMA
Minha Senhora que LUZ deste
Ao Homem e Filho do Altíssimo
Rogai por mim e pelo mundo
Infinitamente Santa MARIA DE FÁTIMA
A minha alma e o meu corpo te entrego!

D
ê-me Maria tua consolação
E que em ti tenha a esperança Divina

Faça de mim, Maria, teu filho
Ainda que indigno em qualidade
Tenho em humildade e fé em ti
Inspira-me Maria sempre para o bem
Mãe de Jesus  vos peço mais uma vez
Ajudai-me a conhecer o caminho do Céu!

Praia, 19 de Novembro de 2014
João Furtado

http://joaopcfurtado.blogspot.com

MAES DA NIGERIA


Tão calado estás meu amigo pardal
Desde ontem que finges dormir
enquanto todos estamos a rir
O que aconteceu contigo de tão fatal?

Poeta néscio, louco e sem tino
Venho do continente, da grande Nigéria
E vi as mães com lágrimas na miséria
Tão sofrido e lastimável é o seu destino...

Que vou eu ser agora ser poeta por hora
E dizer que... As mães choram e não calam
Suas filhas as escolas foram e não voltaram
Estão sendo violadas e perderam a honra...

Quem as levaram só conhecem o ódio
E não sabem que elas só queriam aprender
E para a luta de sobrevivência defender
Encontraram o rapto e não têm remédio...

Que ideal pode ser tão turvo e pobre
Que não enxerga no amanha o futuro
E pratica castigo tão maléfico e duro
Para uma causa tão pouco nobre?

São duzentas as filhas a serem violadas
E são quinze às vezes por um triste dia
Ninguém pode consolar as mães da Nigéria
Que por dia quinze vezes se sentem violadas...
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com/20…/…/maes-da-nigeria.html ;
Praia, 10 de Maio de 2014
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix
Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde

terça-feira, 18 de novembro de 2014

NATAL



NATAL

Nasceu o Menino esperado
Ansiosamente anos e anos
Todos esperavam fogos de artifícios
Afinal foi na manjedoura
Ligado a pobreza estrema!

Não tinha berço nem cama
Apenas o afagar das ovelhas
Teve um pai na terra e no Céu
As estrelas pareciam brilhar mais
Lembrando aos homens a Verdade

Não teve roupa e de presente
A mira, o incenso e um pouco de ouro
Tão pouco quanto simbólico
A humanidade que tanto O esperava
Lidava com os seus outros problemas!

Novas e novidades O menino
Aos homens de boa vontade
Trouxe em abundância sem medida
Apenas uns pastores as receberam
Liricamente tocaram flautas para anunciarem…
Ninguém reparou naquele Menino
A pobreza que O envolvia
Talvez estava a cobrir a Nobreza da
Altíssima missão que o destinava e a
Linhagem Divina do Filho de Deus!

João Pereira Correia Furtado
Praia, 18 de Novembro de 2014


A FESTA, A MORTE E O GÉNIO

                                A FESTA, A MORTE E O GÉNIO

Ainda hoje é normal ver-se um menino a morar com a avó e serem apenas os dois, os únicos elementos da família. Mas a história que vou contar aconteceu há anos.
Um menino morava numa casa muito pequena e feita de pedras soltas e de barro. A casa era coberta de palhas. Ele vivia com a avó. A mãe tinha morrido e o pai viajado para Europa e nunca mais tinha dado noticias.
O nome da avó era Manuela e do menino era João Pedro. Ele e a avó Manuela moravam no campo, numa localidade rural da Ilha de Santiago chamado Rui Vaz.
O João Pedro tinha apenas oito anos, mas era ele que tinha a responsabilidade de sustentar a casa. Ele levantava cedo e ia buscar água no burro. Graças a Deus, ele tinha um burro. Depois ia dar palha a única cabra que tinha e milho as quatro galinhas e um galo. Se fosse tempo de “as águas” ia tratar de roçar ou semear ou mondar conforme a época... As duas coisas que um menino de oito anos devia fazer eram estudar e brincar, o João Pedro não tinha tempo.
O João Pedro não tinha tempo para estudar nem para brincar.
Havia meses que a avozinha Manuela havia-se adoecido e não podia fazer nada. Ela estava cada vez mais fraca. Os vizinhos ajudavam, mas cada família estava verdadeiramente mais preocupada com os seus próprios problemas, que não eram poucos.
O pior aconteceu, era uma sexta-feira. Alegre para todos menos para o João Pedro. Para o João Pedro o dia era triste e sombrio. O Céu estava coberto de nuvens cinzentas. Era o dia da festa da aldeia, no dia seguinte iria haver um casamento e todos estavam nos afazeres da festa. Apenas o João Pedro acompanhava a avó Manuela estava a delirar, ia morrer...
O João Pedro chorava, gritava e rezava, mas ninguém ouvia. A noite era de festa e o barrulho dos tambores e das danças abafava tudo. Os que não dançavam, uns estavam a pilar o milho, outros estavam a preparar os bolos e as comidas próprias para o casamento.
Apenas uma criança vivia a tristeza da vinda da morte e da separação da única família que ele tinha. Era o João Pedro.
O João Pedro desesperado caiu por terra num sinal de impotência. Foi quando viu por baixo da cama uma garrafa escura, parecia ter por dentro o “azeite de pulga”*. Pensou que podia ajudar a avó, pelo menos aliar um pouco a dor. Pegou na garrafa e começou a esfregar…
De repente a tampa soltou-se e de dentro da garrafa saiu um homem enorme e vestido de roupas brilhantes. Na Cabeça tinha um enorme turbante. No desespero nem perguntou quem era. Disse apenas:
-Por favor, venha-me ajudar!
Um homem e aproximou-se e disse:
- João Pedro, meu filho, tens mais dois pedidos, sou um Génio e só posso fazer três pedidos, faça o segundo.
-Senhor salve a minha avó, é única pessoa que eu tenho no Mundo!
-Meu filho, ela tem já partiu, é a lei da Vida. Aqui nem o Génio pode interferir…
-Mas Senhor, eu não tenho mais ninguém neste mundo. Como irei ficar sem ela?
-Tu tens-me, meu filho. Também tens o teu pai e tens mais um pedido. Não sabes, mas ele te pode ajudar...
-Senhor, nunca eu vi o meu pai, nem sei quem ele é.
-Ele vai aparecer, vem dorme. Descansa aqui na minha perna.
-Sim Senhor!

O João Pedro ajoelhou-se e colocou a cabeça sobre a perna do Génio, o estranho visitante. Adormeceu.
E foi assim que o pai dele o encontrou meia hora depois...
O pai do João Pedro, cansado com a emigração havia resolvido regressar. Chegou e encontrou a mãe falecida sobre a cama e o filho ajoelhado a dormir, com a cabeça sobre a almofada.
Do Génio nem sinal. E quanto ao casamento… Teve que ser adiado, pois a vila ao tomar conhecimento da morte da Manuela, todos se consternaram e lembraram-se do menino abandonado!


João P. C. Furtado
Praia, 17 de Novembro de 2014
http://joaortado.blogspot.com

*azeite de pulga – Óleo de rícino 

AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA



 
Ao entardecer na Ilha bela e maravilhosa
Tu e eu… Eu e tu contemplávamos o sol
Peguei-te na mão e via-te amor orgulhosa
Enquanto o Astro Rei escondia atrás do farol


Cansados resolvemos entrar na água… na praia
Entrelaçados e cheios de sonhos beijávamos
A sombra da noite não reduzia a nossa alegria
Não tínhamos nada além da vida e dos sonhos


E também tínhamos a água tépida do mar
Onde a natureza confundia a sua sublime energia
Com o nosso forte e único deseja de amar
Como era bela a certeza que amanha era outro dia

Mas era mais um dia para o nosso amor se vibrar
Saímos da água e sentamos ao pé do coqueiro
A Natureza falava mais tudo parecia silenciar
Perante o nosso amor tão nobre e tão verdadeiro

A natureza nocturna acordava ávida de amar
E nós curiosos e amantes comtemplávamos a noite
O mar não se cansava de os nossos pés molhar
E eu não cansava de falar do futuro tal um vidente


Hoje veio a idade mas não levou o desejo de sonhar
Vemos os nossos frutos os mais velhos são pais
E sorrimos para os netos, um a rir e outro a chorar
Ao entardecer o quadro continua cheio de animais

Praia, 18 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com

sábado, 15 de novembro de 2014

Rosalina Gonçalves Ramos Herai

Rosalina Gonçalves Ramos Herai

Resolvi contar um historia
Onde existia uma menina Rosalina
Sabia que ela nasceu num dia
Assim como hoje e numa terra
Longe e que chamava Campo Grande
Isto é no Mato Grosso do Brasil
Nossa heroina gostava de poesias
A poetisa escrevia lindas poesias
 
Grandes sonetos e prosas poéticas
Olhava o sol ou a lua e lá estava ela
Na ansia normal do poeta a escrever
Ç – Com tanto esmero que era única
Aquele dia a menina poetisa ROSALINA
Lembrou-se de pedir ao poeta um poema
Vou fazer um poema para ti... disse o poeta
E começou a pensar que poema
Seria digna para ela e num dia especial
  

Respirou fundo e suspirou e chegou
A pensar que não ia conseguir

Mas nisto apareceu a inspiração
Obra das Musas e de Deus
Será um poema de aniversário....

 
Hoje ela faz anos e é dia de festa
E ela merece que lhe deem PARABÉNS

ROSAS PERFUMADAS de presenta
A poesia ficará para amanha, hoje o
Importante é sentir o poema que está no ar!

João Furtado
15NOVEMBRO2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

REGINA DA GODA



REGINA DA GODA

Regina que dizer senão obrigado
Estava cá a pensar nos amigos
Girou-me com o girassol um nome
Imaginei que podia dar num conto
Não esperei para mais, um toque aqui e ali
Acróstei (existe esta palavra?) a ROSALINA!

Da próxima será você amiga REGINA DA CONCEIÇÃO
A promessa fica feita e pode cobrar...

Gentes do PEAPAZ merecem ser cantadas REGINA DA MADEIRA
O problema as vezes que impõe
Deve à inspiração que desaparece
As vezes, quando mais precisamos!

João Furtado
Praia, 13 de Novembro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com