quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SEM O MENINO NEM A ESTRELA



Não foi por falta de fé e oração
A festa não contava com o Vulcão
Que fez tremer a terra e o coração...

Esperava-se do céu a brilhante Estrela
Mas dormia o semeador da Estrela
foi-se a esquina  comprar-se a vela

Do ano passado sobrou uma árvore velha

Sem o Menino nem a estrela pôs-se a coelha!



João P. C. Furtado

Praia, 16 de Dezembro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

NATAL DOS NÃOS

 NATAL DOS NÃOS

N ão quero os Talibãs e extremistas

A razão pode ser dita com palavras
T error e sequestro e bombistas
A vida tira aos inocentes e as crianças
L amento e grito porquê nas escolas?

D eixem as crianças em paz estudarem
O ódio e a guerra só criam mais ódios
S ejamos irmãos verdadeiros uns de outros!

N ão quero execuções sumarias
A liberdade deve ser um direito
O s jornalistas a PAZ para noticiarem
S egurança Paz e construção do bem!

João Furtado
Praia,16 de Dezembro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL




F oi num dia aliás numa noite
E strelas no Céu brilhavam cintilantes
L ida e especial existia mais um
I nvestigado de longe viram a diferença
Z elosos clamaram a novidade e procuraram…

N o Belém a Estrela deitada na manjedoura
A dormecido continuava a brilhar e brilhar
T inha uma missão mostrar a salvação
A quela Estrela é um Menino e é Deus
L ongos anos depois,2014, mas ele continua a brilhar

Praia, 12 de Dezembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O PÓNEI ENCANTADO DO JOÃOZINHO E O CABO DA VASSOURA

Era cabo da vassoura
E atirado num canto
Que em pónei encantado
Todas as noites se transformava
Para o Joãozinho cavaleiro
Sua viagem fazer até o mundo dos sonhos
Sua mãe e seu pai dormiam
E nada sabiam da viagem
No canto ficava o cabo da vassoura
E o Joãozinho não deixava que os pais
Ao lixo o colocasse
Sempre que à isto mencionavam
O Joãozinho berravam e esperneava
No silêncio da noite
O cabo da vassoura vida tomava
E num belo pónei encantado
E com o Joãozinho no dorso
Pela janela saiam e voavam
Para as terras do Nunca
Cada dia cada aventura diferente
De manha dificilmente acordava
Pois o Joãozinho queria continuar a sonhar!

João Furtado
Praia, 01 de Dezembro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ACADEMIA DE LETRAS DE BRASIL – SEÇÃO MINAS GERAIS



ACADEMIA DE LETRAS DE BRASIL – SEÇÃO MINAS GERAIS

A
firmaram ser por engano e vento contrário
Como o destino as Índias das mil especiarias
As caravelas de Cabo Verde, o ponto de recarga
Desviaram para o ocidente jamais pensado
E chegou as Terras de Vera Cruz vindos de Lisboa
Mas se recorrermos aos Tordesilhas
Impossível é não acreditar no propósito
A ligação entre o velho e novo e esplendoroso mundo…
 
Depois do marco e a Cruz colocados a missa rezada
E da bela árvore conhecida criou-se o nome!
 
Lentamente misturaram culturas
E da África vieram escravos e deuses
Também a dança de Paz e Guerra
Rimaram e fundiram e criaram
A colónia que em nação breve se transformou
Sem loucura gritou-se Ipiranga na alegria.
 
D. Pedro se torna Imperador e Rei
O Irmão não acha justo e pede seu quinhão
 
Breve sobrinha e tio se casam
Reestabelece a Paz e nascem filhos
A ideia da união tão pensada, imaginada
Sonhada do Portugal e Brasil juntos
Imperioso e imbatível fica no papel
Longe e com o Atlântico por meio fica o Brasil…
 –
Sempre fiel à língua cria seu português
E com seu sotaque ao Samba parece música
Ç Sambódromo e o Carnaval que o atestam   
à Ali jamais faltarão reis e rainhas e porta bandeiras
Os que não estiverem, estarão no futebol com a bola…  
 
Minas e riquezas, no princípio partiram para dita Metrópole
Inevitáveis, já que outros valores serviram de moedas  
No hoje Brasileiro a riqueza está na mistura perfeita
A prata, o ouro ou a madeira se tornam ilusórios
Se comparados com a alegria alegórica do Samba…
 
Gosto eu, humilde e inculto de sorrir e rir e sorrir
E sentir que é com ironia que vejo o vector inverso
Regresso da cultura já com sotaque brasileiro
A arte, o futebol, o carnaval e as novelas e a capoeira
Inspirando o mundo “português” de Portugal, Timor e África…
S. Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique!

João Furtado
Praia, 10 de Dezembro de 2014

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ANO VELHO, ANO NOVO






Antes de falar do Ano Novo
Quero falar do velho
Nada melhor que o espelho
Para ver quão foi turvo…

Continuaram as guerras
E fizeram execuções
As noticias apertaram os corações
E os homens foram feras…

Se continuar o longo rosário
Terminarei já o novo será velho
E a Páscoa já terá o seu coelho
A boa vinda não será necessário

Mas tenho tempo de falar do tempo
A Mão Natureza dá graves sinais
E só os entendem os irracionais
Os humanos cultivam o corpo

São cheias que tudo levam
E lava em rio de lume e enxofre
O sem nada cada vez mais pobre
Pois casas animais e hortas perdem…

A saúde continua muito doente
A cura é uma longe miragem
Na África Ébola deixa a imagem
De quanto o homem é impotente!

Para o 2015 que espero da vida?
Que a PAZ seja a pura realidade
Menos e muito menos vaidade
A compreensão. A amizade seja Preferida!

Que 2015 seja ano de poesia
Onde se oiça a música do bem
E as crianças todas tão bem
Cuidadas sejam um futuro de alegria

João Furtado
Praia, 09 de Dezembro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com

domingo, 7 de dezembro de 2014

AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA-MENÇÃO HONROSA

AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA


Ao entardecer na Ilha bela e maravilhosa
Tu e eu… Eu e tu contemplávamos o sol
Peguei-te na mão e via-te amor orgulhosa
Enquanto o Astro Rei escondia atrás do farol

Cansados resolvemos entrar na água… na Praia
Entrelaçados e cheios de sonhos beijávamos
A sombra da noite não reduzia a nossa alegria
Não tínhamos nada além da vida e dos sonhos

E também tínhamos a água tépida do mar
Onde a natureza confundia a sua sublime energia
Com o nosso forte e único deseja de amar
Como era bela a certeza que amanha era outro dia

Mas era mais um dia para o nosso amor se Vibrar
Saímos da água e sentamos ao pé do coqueiro
A Natureza falava mais tudo parecia silenciar
Perante o nosso amor tão nobre e tão verdadeiro

A natureza nocturna acordava ávida de amar
E nós curiosos e amantes comtemplávamos a noite
O mar não se cansava de os nossos pés molhar
E eu não cansava de falar do futuro tal um vidente

Hoje veio a idade mas não levou o desejo de sonhar
Vemos os nossos frutos os mais velhos são pais
E sorrimos para os netos, um a rir e outro a chorar
Ao entardecer o quadro continua cheio de animais

Praia, 18 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com