quinta-feira, 24 de julho de 2014
É HUMANO ESTE ACTO CIENTE
É HUMANO ESTE ACTO CIENTE
Os ósculos em pouco tempo secaram
E a oliveira, regada de sangue
Amargos frutos estão a produzir
E a selva dura de armado betão
Atira sem vida mulheres e crianças para o chão
E tudo ao vazio e sem nada está a reduzir
E não há que na paz com coragem pegue
Mas ódio e mais ódio fomentam…
Dizem que é Palestina, Israel e médio oriente
Mas estou e com muita razão ciente
Que é humano este acto ciente
Da maldade tão contínuo e permanente
João Furtado
http://Joao pcfurtado.blogspot.com
Praia, 24 de Julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
OUTRA RAZÃO
Não ouvi
Entendi
Estava muda
a televisão
Apenas vi
A criança a
morrer
E é a guerra
Uma brincava
E outra a correr
Será que
fugia
Ou apenas
Parte de
brincadeira
ERA
A guerra
E o terror
Que
A razão justifica
Que a morte
Abraça
Duas
crianças
Apenas
brincavam
Em PAZ com elas mesmas
João Furtado
Praia, 17 de
Julho de 2014
A RAZÃO DA INCOMPREENSÃO
Foi apenas uma lágrima
E foi tudo que por ti tive
Tu que tua vida sacrificaste
Sem pelo menos saberes porque
Foi
Um estrondo
e uma queda
No vazio do
nada
E nada mais
Porque a
vida
Inocente no
interior do avião
Foi
De repente
suspensa
Nem tempo
Nem nada
Foi
Apenas a
razão de incompreensão!
João P. C.
Furtado
Praia, 17 de
Julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
LANÇAMENTO DO LIVRO “SÃ LOUCURA”
A satisfação
plena do marco atingido. É o que aconteceu ontem comigo. No lançamento de SÃ
LOUCURA houve uma loucura, uma sã loucura. O livro fala muito de mim e do meu
pequeno mundo e ontem o dia rodeou a minha volta.
Com um programa
quase irrealista de lançamento chegamos a Assomada com um atraso de 10 minutos.
O público não era muito, já tinha sido alertado pelo meu amigo professor Daniel
Medina, mas como sempre achei que ia conseguir a inversão do já considerado um
facto consumado, enganei-me, não muito, pois tive uma casa bem composta, não o
que expectava, mas o que foi possível.
Levei para
Assomada a minha amiga Antonieta Lopes, o grupo de teatro “ UMBRELLA TAPA TXUBA”,
o grupo de musical “RABOITA” e... Deixei
para o fim, o grupo musical de São Domingo. Deixei para o fim propositadamente.
Há quase dois anos escrevi um poema inspirado num acontecimento muito triste. A
morte de uma prima da minha mulher e, sobretudo, minha amiga.
Nas cerimónias fúnebres
dela as conversas, que habitualmente é sobre as qualidades do defunto ou da
defunta, foram todas à volta do filho, que batizei de José. Todos perguntavam
por ele e falavam dele. Uns em monossílabos, que para nós é como se falassem
tudo e mais alguma coisa. Ele foi um grande ausente e como era filho único,
mais se notou a central ausência. Eu sabia que muito do que diziam era injusto,
já fui correio do José por várias vezes... Não era verdade que ele nunca dava
noticias, mas como existe vários “José” em que as vicissitudes da vida foram
superiores as saudades enormes que se sente da nossa terra e se desligam...
Embora sofrendo diariamente... Assim
nasceu o poema “JOSÉ NEN NOBA NEN NOTISSIA” escrito no crioulo e transformado
pelo grupo de São Domingos na composição.
Ontem ouvi a uma
das mais belas composições, sou suspeito, mas com tanto aplauso e pedido de
bis, resta esta conclusão.
Um pouco ofuscado
com a música tivemos uma representação invejável dos outros dois grupos. O do
teatro, “ UMBRELLA TAPA TXUBA”. Fez uma bela peça onde fundiu duas das crónicas
do livro “Sã Loucura” e o grupo “RABOITA” presenteou-nos belas e melodiosas
musicas.
Por fim,
terminou-se com uma curta metragem de Mario Almeida, um amigo meu, “A RAPARIGA”.
Ninguém teve coragem de sair, muito embora a fome já fizesse as suas exigências.
Dava ideia que todos desejavam transformar a sala de espetáculo da Universidade
de Santiago da Assomada numa enorme tenda!
João Furtado
Praia, 29 de
Junho de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.comdomingo, 22 de junho de 2014
PAULINO FURTADO
PAULINO FURTADO
P Paulino Furtado Mendonça
A A hora é de festa e alegria
U Um bolo e velas lindas do dia
L Lembrar-se do Aniversário e
desejar
I Imensa Saúde e muita boa disposição
N Na certeza que muitos e muitos virão...
O Os mil futuros e todos de
muita festa!
F Foi um dia como hoje há meio século que mais
U Um estrela começou a brilhar no céu
R Recordo, tinha eu seis anos,
mais não esqueço
T Tu nasceste, o menino meu
irmão e hoje
A Aniversariante meio-centenário
és e te quero bem
D Desejo-te tudo de bom e de
melhor e que
O O amor, a saúde e a PAZ nunca te falte e
MUITOS PARABÉNS E FELICIDADES para ti e toda tua família!
João Furtado
Praia, 22 de Junho de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde
quarta-feira, 18 de junho de 2014
VOU PERDER OU GANHAR O TEMPO A ESCREVER
Hoje despertei com o som do pardal
Quis dormir de novo... Mas é o galo
Tem direito ao seu canto... Afinal
Pobre de mim, quem sou para julga-lo?
Vou perder ou ganhar o tempo a escrever
E imaginar os cantos, o que querem dizer?
Certamente por Afeganistão rezam
Onde dedos se perdem por se votarem
Ou por Iraque as bombas não param
E demonstram a cultura do homem
Que vê na violência a suprema força
E para a paz e o amor não se esforça
Talvez rezam por aqueles que morrem
Sem saberem por que pagam com vida
Para causas estranhas que desconhecem
E por alguém ou grupo... Reivindicadas
Como se a vida perdida fosse um troféu
E a alma não pertencesse ao Deus do Céu!
Talvez queiram me dizer que lógica
Tem este mundo para tanta guerra
E tanta destruição e tanta crítica
Quando se podia rir e com a guitarra
Tocar e cantar o amor e a saúde e a paz
E ao irmão de abraçar ser enfim capaz!
João Furtado
Praia, 18 de Junho de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
BOM DIA SOL DE HOJE
Bom dia Sol de hoje
Preguiçosamente despontas
Como se não queres trazer teu calor
E eu muito embora transpire
Dele preciso para poder sorrir
Vem Sol... Vem e caminha
Caminha e vai... Vai meu Sol
Vai que certamente vais encontrar
O meu coração ali desapareceu
Sabes Sol num dia como hoje
Em que tu preguiçoso estavas
Descuidado fiquei e sem dar por mim
Perdi o meu coração e o meu amor
Só tu o podes encontrar
Se tu o veres...
Diga-o apenas que volte
Que volte e venha me ver
Pois sem ele nada mais foi o mesmo
Nem eu,. . Nem tu... Nem a vida
Que se tornou insípida e
SEM SENTIDO
João Furtado
Praia, 16 de Junho de 2014
Preguiçosamente despontas
Como se não queres trazer teu calor
E eu muito embora transpire
Dele preciso para poder sorrir
Vem Sol... Vem e caminha
Caminha e vai... Vai meu Sol
Vai que certamente vais encontrar
O meu coração ali desapareceu
Sabes Sol num dia como hoje
Em que tu preguiçoso estavas
Descuidado fiquei e sem dar por mim
Perdi o meu coração e o meu amor
Só tu o podes encontrar
Se tu o veres...
Diga-o apenas que volte
Que volte e venha me ver
Pois sem ele nada mais foi o mesmo
Nem eu,. . Nem tu... Nem a vida
Que se tornou insípida e
SEM SENTIDO
João Furtado
Praia, 16 de Junho de 2014
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