sexta-feira, 24 de julho de 2015

CORSINO FORTES


Contigo  falei  poucas  vezes  e    Como contaste um pouco de ti
O  teu  apego  a bela natureza e  O teu querer natural da vida
Riste e com belo sorriso e ainda  Recordo de tudo como se fosse hoje
Sei que gostas do veste branco   Sem mancha e nem mácula perfeita brancura
Imagino agora o teu sofrimento, Imensa a dor interior e sem recurso a morfina
Nunca  tu usastes medicamento Não estou a inventar, ouvi da tua boca     
Os teus Haicais perfeitos, fui e vi  O meu sentimento foi tal que fugi antes de chorar...

Fazer o quê para ti Poeta? Não  Farei um poema nem uma poesia
O Poeta és tu e não eu, grande  Obreiro Cabo-verdiano das lindas Musas Crioulas
Rezar por ti e pedir  aos céus      Remédio que o teu organismo aceita e bem
Tolera e que hoje a Natureza      Tão tua amiga te nega e te deixa deitado
Eu por cá sinto as lágrimas vejo  E revejo o pouco que contigo falei e sem, amigo,
Sermos apresentados e nem       Sei como a conversa começou, tu culto e eu ignorante!

João Pereira Correia Furtado
Praia, 24 de Julho de 2015


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4 comentários:

luis aseokaynha disse...

Render homenagens ao poeta!

Que suas vastas palavras guiem aqueles que ficaram!

luis aseokaynha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Amália disse...

Como sempre, meu amigo muito bom em matéria de acrósticos. Meus parabéns.

Joao Furtado disse...

Muito obrigado amiga Amália!