terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O BENFICA PELO HAITI

O - O BENFICA PELO HAITI

B - Bom gesto merece ser louvado
E - Este do Benfica são dos mais
N - Nobres que nenhum clube jamais
F - Fez e te digo que deves sentir-te honrado
I - Imagem tua será no Haiti sempre lembrado
C - Como a dor a miséria e os ais
A - Ao teu ouvido chegaram, louvores chegaram muito mais!

P - Pelo Haiti, ti digo, se benfiquista não era
E - Estejas certo que me tornaria agora
L - Lamento não poder estar lá na hora,
O- O meu coração lá esta e lá permanecerá

H - Haiti tua dor chegou à todo o canto
A - As outras dores do mundo tão aclamadas
I - Inferiores se tornaram te vendo sofrer
T - Todas as forças que agrupadas
I - Inferiram para te ajudar, merecem um canto!

João Furtado

19 de Janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AJUDE HAITI AJUDE MUNDO

As vidas, centenas ceifadas
Jamais se viu tão trágico minuto
Uma dor tão grande num povo tão pobre
De onde veio esta força e este tamanho luto
E tantas pessoas sem vida nas ruas espalhadas?

Há limites para tudo menos para a dor
A natureza tão amiga e tão perfeita
Irracionalmente destruiu uma cidade
Tamanha a destruição, quanta vida desfeita
Impacto tão fatal e tão destruidor!

Ajude Haiti mundo, que bem necessita
Já e agora, neste momento, que tarde
Uma maior calamidade pode criar
Das lágrimas deitadas e da dor que arde
E dos males do corpo, Haiti não desista!

Meu Deus como pude esquecer
Um Brasil de derrocadas mortífera
Na África as fomes e as guerras permanentes
Da humanidade, a sua interior fera
O Haiti, sim, um minuto que fez tudo estremecer!

João Furtado

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NATAL FELIZ PARA TODOS






N - Neste NATAL de um Ano tão sofrido

A - Amor, Paz e união há todos desejo

T - Tenho que recordar de Manuel de Novas

A - As suas belas musicas natalícias

L - Lamento sua morte e paz a sua alma!






F - Falar de Natal é falar de vida

E - Esperar do mundo a compreensão

L - Ler nos olhos das crianças a alegria

I - Imaginar todos como irmãos neste mundo

Z - Zelosamente guardados por Deus nosso Pai!






P - Pois é assim que desejo a todos


A - A mais caridosa quadra natalícia, este ano


R - Reparados de todos os males da vida


A - Alguma riqueza também e muita paz, repito!




T - Também quero ter esperança de


O - Ouvir no fim do próximo ano vindouro


D - De todos a certeza que foi melhor que


O - O ano epidémico que vivemos possa


S - Ser recordado pelo bem e pelo amor!



João Furtado

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

CODE DI DONA





Como ousas deixar-nos homem
O teu espaço único jamais será preenchido
Douto compositor e perfeito musico, sido
Escola da vida a única que tiveste homem!





De certo este Pais ficou inconsolavelmente órfão
Imagem e obras tuas lembradas sempre serão!



Descansa em Paz herói de Cabo Verde
O teu nome e a tua vida serão sempre lembrados
Nos belos “funanas” sempre que cantados
Agora e sempre quem obra deixa nunca se perde!




João Furtado

06 de Janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

QUE A GUERRA SEJA DE PAZ

Quero ter a certeza plena
Uma certeza inabalável que
Esta guerra é para termos a PAZ!

Assim esforçar com diálogo como única arma!

Gostaria de sonhar que isto é realidade
Utópica realidade e perfeita aspiração
Estar fumando cachimbo da Paz
Respirando o ar da concórdia e harmonia
Respeitando os animais, todos eles e…
As plantas nossa fonte de oxigénio!

Sem destruir nossos irmãos
Esta poderia ser uma verdade
Jamais outra riqueza foi ou será maior que
A vida, única perfeição da criação Divina!

Deus a vida do nada criou e que maravilha
E para O glorificar, ela deve ser respeitada!

PAZ e Amor, concórdia e felicidade aspiremos sempre
Alcançar e para tal lutemos sem violência
Zelosos que da violência apenas violência vem!


João Furtado

05 de Janeiro de 2010

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O MEDO DE TER MEDO

Quero poder escrever
Sem medo de ter medo
Dizer tudo o que quero dizer






Pôr por escrito, enfim, e, rasgar
Sem medo de ser penalizado
Quero poder escrever
Sem medo de ter medo
Dizer o que sinto e o que não posso dizer
Falar sobre a seca na Etiópia


E a guerra na Eritreia, falar de "EL NINA"
E das cíclicas chuvas de Moçambique
Das suas cheias sem solução
Sem ter medo de ter medo








Quero poder escrever
Sobre medo das bombas
E dos bombistas suicidas
Na Europa e na América
Quero poder escrever
Sem medo de ter medo
















E falar dos medos de ter guerra
E da vontade de ter paz
Que para guerra tem levado
Quero poder escrever
Escrever ler e rasgar
Fingir que sou poeta
E fingir que sou amante do poema
Escrever ler e rasgar
Escrever sobre cabeças rapadas
E do racismo e suas vitimas
Quero poder escrever
E dizer tudo sobre Zimbabué
E do seu neo-racismo
Escrever ler e rasgar
Quero poder escrever




Sobre Quénia e sobre eleições
Sobre eleições justas e sobre justas eleições
Quero poder escrever
E dizer tudo sobre direito da duvida
E as duvidas do direito




Quero poder dizer tudo sobre
Manifestações e sobre razões de se manifestar
Quero poder escrever
Sem medo de ter medo
E dizer tudo sobre exílios
E o direito de exilar ou morrer
Mas falta-me palavras para escrever
E dizer o medo que sinto de ter medo !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A FILHA DO MEU AMIGO NASCEU



Como não canso de dizer, apenas brinco com as letras, sinto um fascínio enorme por juntar as letras e formar palavras. As palavras agrupadas umas atrás de outras na tentativa de formar frases com mais ou menos sentido.
Tenho prazer em fazer um acróstico e nele brincar com os meus próprios sentimentos. Fingir que estou alegre, as vezes com a própria alegria vivida.
A dor também é fascinante para mim. Continuo a chorar a minha mãe, ela morreu faz quase seis anos, mas a sinto tão perto de mim. As vezes, eu não resisto e faço poemas para ela. Uns pouco melhores que outros, mas todos frutos da saudade eterna que dela sempre terei.
Também já fiz alguns poemas para os meus colegas, uns nos momentos alegres, mas a maioria nos momentos que as saudades mais apertam.
Alguns por mudarem de trabalhos, outros, infelizmente, os mais difíceis de fazer, entretanto os mais necessários, quando partem para o outro mundo. Mas todos espontâneos. Nenhum por encomenda.
Será que é mais difícil escrever por encomenda?
Um dos meus colegas de trabalho, o Jocelino Delgado, é pai pela segunda vez. Pai de uma linda e fofinha menina, não é que ele achou que, por direito, merecia um poema para a filhinha dele? A verdade é que eu também achei.
A lindíssima menininha merece muito mais que simples poema, existe apenas um pequeno problema. O bloqueio que sofro sempre que me pedem para escrever.
Gosto muito de dar, de oferecer, mas sinto certa dificuldade quando me pedem alguma coisa. O meu espírito altruísta sente sempre abalado perante um pedido, vejamos se consigo superar este…


ALISSIA JOCIANY DELGADO

ALISSIA querida menina nascida

Lembranças do teu pai que tanto

Insistiu para escrever-te um poema,

Sei que mereces, tua beleza,

Sabes, és bela e perfeita

Imperiosamente muitos poetas cantarão

A mim me resta ser a pedido do teu pai!


JOCIANY, o Jocelino teu pai ficou

Ouvi que te digo, todo babado

Claro, menina, quem não ficaria?

Isto de ser pai é mesmo assim

Ainda por cima, ser de ti, o pai

Não podia esperar outra coisa dele

Ya, ele esta feliz e muito contente!


DELGADO, aproveito, para neste poema

Enviar meus parabéns a tua mãe

Linda filha és de ambos com certeza

Graças a Deus te desejo sempre

A paz seja tua sombra no dia a dia

De carinho e amor nunca tenhas falta , e,

O mais importante, que sejais muito feliz!


Parece-me que consegui, não posso garantir a qualidade, é o primeiro poema que faço por encomenda. Será que conseguirei fazer mais?
Como o ser humano é tão egoísta…olhem só que me veio a cabeça. A ideia de arranjar dinheiro…, passar a ser um poeta por encomenda. Olha, não é ma ideia, pelo menos garantiria um leitor por cada poema que fizesse. Ninguém iria me pagar sem ler primeiro. Vou pensar nesta alternativa. Mais uns tostões, até vinham a calhar…




João Furtado



Praia, 28 de Julho de 2009.