É O PESADELO… É A VIDA
No marasmo do dia a dia
Levanto cedo
Saio e caminho
O destino é o trabalho
À pé lentamente
Cruzo com uma linda
Linda mulher
Com as pernas as mostras
Não resisto… Olho
Ai… Meu pescoço
É um torcicolo
Ela… Finge
Finge que nem percebeu
Que é admirada
Na estrada os carros
Os carros passam
E buzinam…
E Ela… Dengosa
Continua a exibir
É da natureza
É do feminino
Penso e continuo
Choro…. Sim choro
É o hospital
Choros e lamentos
É mais uma morte
Desta vez é um homem
Pouco mais de 30 anos
Por uma bebida…
Míseros dez escudos
Um grogre… A disputa
E a facada
Nem era o primeiro
Era um dos últimos
Ele já estava quase
A cair de bêbado
E o agressor também
Este continua bêbado
Amanha acordará
Na cadeia e terá….
Terá a consciência do ato
E como menino chorará
Chorará por estar preso
Chorará por ter tirado a vida
A vida ao amigo de peito
Que em paz descansa
Para sempre
E eu…. Triste
E melancólico
Um dia de trabalho…
Trabalho… E no fim
À pé regressarei
Passarei por hospital
Ouvirem a chorarem
Choraram… Serão outras pessoas
Uma mulher espancada
Uma rapariga ciumenta
Um desastre
Virarei para o mar
E lá longe verei
Uma onde linda
A aproximar
E correrei ao seu encontro
Provavelmente será
Uma armadilha perigosa
Abraçarei a armadilha
E tentarei nadar
Tentarei salvar-me
Não sei nadar
Abraçarei a morte
E partirei
Mas tudo não passou
De um sonho
Um sonho…
Não sou eu - disse-me o sonho
Antes de me acordar
-É o pesadelo… É a Vida!
João Furtado
Praia, 03 de Abril de 2012
http://joaopcfurtado.blogspot.com
terça-feira, 3 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
UNIVERSUS
UNIVERSUS
U Um livro é um amigo
N Na verdade é mais que
I Isto quando fazemos parte
V Ver pedaço de nós escrito...
E Estar dentro de um livro
R Rever nas palavras e letras
S Ser de alguma forma contribuinte...
U Um momento único que sentimos...
S Ser um pequeno criador do futuro!
João Furtado
Praia, 01 de Abril de 2012
VOU DIZER A VERDADE
VOU DIZER A VERDADE
Vou cedo sair
E a sorrir
Pelo mundo partir
E falar, falar sem mentir!
Por necessidade
Dizer a verdade
Todos na cidade
Dirão que a minha verdade...
É mais uma mentira
É a vida pura
Não tem cura
Nem se satura...
É a verdade...
E hoje com a liberdade
Que o dia com fatalidade
Coloca por igualdade
De poder mentir de verdade...
A verdade vou dizer
E sem medo escrever
Afirmar no meu viver
E ao mundo devolver!
Uma certeza esquecida
Que a verdade apetecida
Tem perna longa e comprida...
E deve pertencer a vida!
Vou sim... Vou comemorar o dia
Da mentira com alegria
Nesta Praia de Santa Maria da Vitória
Com a Verdade que dá tanta alergia!
João Furtado
Praia, 01 de Abril de 2012
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Vou cedo sair
E a sorrir
Pelo mundo partir
E falar, falar sem mentir!
Por necessidade
Dizer a verdade
Todos na cidade
Dirão que a minha verdade...
É mais uma mentira
É a vida pura
Não tem cura
Nem se satura...
É a verdade...
E hoje com a liberdade
Que o dia com fatalidade
Coloca por igualdade
De poder mentir de verdade...
A verdade vou dizer
E sem medo escrever
Afirmar no meu viver
E ao mundo devolver!
Uma certeza esquecida
Que a verdade apetecida
Tem perna longa e comprida...
E deve pertencer a vida!
Vou sim... Vou comemorar o dia
Da mentira com alegria
Nesta Praia de Santa Maria da Vitória
Com a Verdade que dá tanta alergia!
João Furtado
Praia, 01 de Abril de 2012
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sábado, 31 de março de 2012
GATINHA MINIE, A POETISA
GATINHA MINIE, A POETISA
É pura e simplesmente verdade
Mostrei esta gatinha de tenra idade
Como escrever poema com vaidade
Não é que tomou a liberdade
De tomar posse do computador
e com paixão e muito ardor
Fazer poemas de amor
Até “chora” nestes poemas a dor…
E agora um pequeno segredo
Aquele melhor poema… Eu doido
Disse que era… Confesso sem medo…
Feito por meu momento inspirado…
Meu… Mas foi pela Minie escrito…
De ser do Mundo poético proscrito
Por ter jurado e ter… Enfim dito
Do poema da Gatinha…Este é o meu escrito!
João Furtado
Praia, 31 de Março de 2012
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É pura e simplesmente verdade
Mostrei esta gatinha de tenra idade
Como escrever poema com vaidade
Não é que tomou a liberdade
De tomar posse do computador
e com paixão e muito ardor
Fazer poemas de amor
Até “chora” nestes poemas a dor…
E agora um pequeno segredo
Aquele melhor poema… Eu doido
Disse que era… Confesso sem medo…
Feito por meu momento inspirado…
Meu… Mas foi pela Minie escrito…
De ser do Mundo poético proscrito
Por ter jurado e ter… Enfim dito
Do poema da Gatinha…Este é o meu escrito!
João Furtado
Praia, 31 de Março de 2012
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sexta-feira, 30 de março de 2012
O BRANCO E O VAZIO DESTE PAPEL
O BRANCO E O VAZIO DESTE PAPEL
Amor vês o branco e o vazio deste papel
Sem uma única, pequena e insípida palavra
Sem uma grande, pequena ou informe letra?
Aqui está escrito um poema lindo e incomparável...
Amor tu sabes, eu sei e ninguém mais sabe
O valor deste sagrado e secreto poema
Que tem como muito divino único tema
O nosso dia a dia que o mundo não percebe!
Procurei letras e encontrei de A a Z apenas
Todas mudas e frias e sem nenhum sentimento
Mesmo assim juntei-as e formei palavras!
Mas amor... Nenhuma tinha nossas alegrias
E nossas tristezas... Por isso amor, lamento...
Escrevi aqui este lindo poema sem usa-las!
João Furtado
Praia, 30 de Março de 2012
Amor vês o branco e o vazio deste papel
Sem uma única, pequena e insípida palavra
Sem uma grande, pequena ou informe letra?
Aqui está escrito um poema lindo e incomparável...
Amor tu sabes, eu sei e ninguém mais sabe
O valor deste sagrado e secreto poema
Que tem como muito divino único tema
O nosso dia a dia que o mundo não percebe!
Procurei letras e encontrei de A a Z apenas
Todas mudas e frias e sem nenhum sentimento
Mesmo assim juntei-as e formei palavras!
Mas amor... Nenhuma tinha nossas alegrias
E nossas tristezas... Por isso amor, lamento...
Escrevi aqui este lindo poema sem usa-las!
João Furtado
Praia, 30 de Março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
ALTA PAIXÃO
ALTA PAIXÃO
A Dona Crise chegou ao hospital
E obriga o médico… Tem que decidir
Os exames são para ricos… É para rir
É o princípio do Supremo Juízo Final!
Eu cá… Que de amor padece meu coração
Sem garantia de um “check-up” verdadeiro
Com chapas e analises… Se o curandeiro
Achar que é da perigosa e alta tensão?
A Dona Crise, não sei, pode ser cega
E ver artrite e julgar que é enterite…
Com isto de cura por puro palpite
A febre mascara-se em mortal praga!
Mesmo com exames e sem a Dona Crise
Um pobre e coitado senhor doente
Com difícil diagnóstico no horizonte
Foi por fim visto um simples apêndice!
Voltando ao caso do meu pobre coração
Imploro por um exame preliminar
Que o sintoma que esta no ar
Não é tensão alta, mas sim alta paixão!
João Furtado
Praia, 29 de Março de 2012
http://joaopcfurtado.blogspot.com
A Dona Crise chegou ao hospital
E obriga o médico… Tem que decidir
Os exames são para ricos… É para rir
É o princípio do Supremo Juízo Final!
Eu cá… Que de amor padece meu coração
Sem garantia de um “check-up” verdadeiro
Com chapas e analises… Se o curandeiro
Achar que é da perigosa e alta tensão?
A Dona Crise, não sei, pode ser cega
E ver artrite e julgar que é enterite…
Com isto de cura por puro palpite
A febre mascara-se em mortal praga!
Mesmo com exames e sem a Dona Crise
Um pobre e coitado senhor doente
Com difícil diagnóstico no horizonte
Foi por fim visto um simples apêndice!
Voltando ao caso do meu pobre coração
Imploro por um exame preliminar
Que o sintoma que esta no ar
Não é tensão alta, mas sim alta paixão!
João Furtado
Praia, 29 de Março de 2012
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COM O PRÍNCIPE NO CORAÇÃO
COM O PRÍNCIPE NO CORAÇÃO
Tu, já bela e ainda muito jovem
Estávamos, do rio Papagaio, na margem
E de tudo e todos à certa margem...
O mundo como o fundo a cidade
Mostrava para nós pouca necessidade
Apenas o amor na tenra idade...
Tínhamos o Santo António como protetor
Para nos mostrar um certo corredor
A frente a felicidade e o fim era o amor...
O Cupido apontava a seta... Era de marfim
E não falhou... Acertou em ti e em mim
O Destino juntos era para nós o único fim...
Hoje com o Príncipe na recordação
E o mesmo forte amor no coração
Olhamos o passado com admiração...
O mundo mudou e nós também mudamos
Sentimos a idade... São diferentes os ânimos
Mas no amor... Com o mesmo fervor continuamos...
João Furtado
Praia, 29 de Março de 2012
Tu, já bela e ainda muito jovem
Estávamos, do rio Papagaio, na margem
E de tudo e todos à certa margem...
O mundo como o fundo a cidade
Mostrava para nós pouca necessidade
Apenas o amor na tenra idade...
Tínhamos o Santo António como protetor
Para nos mostrar um certo corredor
A frente a felicidade e o fim era o amor...
O Cupido apontava a seta... Era de marfim
E não falhou... Acertou em ti e em mim
O Destino juntos era para nós o único fim...
Hoje com o Príncipe na recordação
E o mesmo forte amor no coração
Olhamos o passado com admiração...
O mundo mudou e nós também mudamos
Sentimos a idade... São diferentes os ânimos
Mas no amor... Com o mesmo fervor continuamos...
João Furtado
Praia, 29 de Março de 2012
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