MULHER PEDINTE
Usa saias, as vezes calça
Sai e vende, vende tudo
Na cintura um avental
Ou simplesmente um bolso
Um bolso onde tudo leva
Mas que fazer?
Tem que viver
E viver é vender
É vender e vender
Vende peixes, vende carne
Vende todos os peixes do mar
E vende toda a carne
Até a sua própria carne
Vende frutas e vende bolachas
Vende roupas e que roupas
Até anda nua
Mas tem que vender
Vendeu carne
E nos braços andou
Com o fruto da carne
E para que o fruto cresce-se
Carne vendeu de novo
Hoje tem muitos filhos
E nenhum marido
E tem que continuar a vender
Vende e vende e vende
Mas poucos já compram
A carne esta velha
E o rosto esta enrugado
Mas tem que vender
Tem que vender o que já não tem
Para vender ficou só o nome
Ela é “rabidante” e tem que “rabidar”
Mas “rabidar” o que já não se “rabida”
Ela é “rabidante”
Ela tem que “rabidar”
Ela tem que vender
Vender o que já não pode vender!
João Furtado
http://joaopcfurtado@hotmail.com
sexta-feira, 8 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Ao Johnny de Pina e todos poetas e colaboradores da ESTANTE !
Ao Johnny de Pina e todos poetas e colaboradores da ESTANTE
!
Do grande poeta Johnny de Pina
Que com letras e palavras brinca
Recebi e li um poema que me dedica
Depois da Bia Peixeira e sua sina...
Que com letras e palavras brinca
Recebi e li um poema que me dedica
Depois da Bia Peixeira e sua sina...
Melancólico estava eu e meu coração
E de repente chega a arte em poesia
Veio para meu coração dar alegria
E partir a emoção com outra emoção...
E de repente chega a arte em poesia
Veio para meu coração dar alegria
E partir a emoção com outra emoção...
O poeta Johnny falou de outros poetas nobres
Entre eles poetisas muito carismáticas
Nestas artes e nestas lindas práticas
Elevando ao mesmo nível os meus pobres...
Entre eles poetisas muito carismáticas
Nestas artes e nestas lindas práticas
Elevando ao mesmo nível os meus pobres...
Aqui e ao Johnny e todos meus amigos poetas
Conhecidos e a conhecer no futuro
Todos construtores da poesia em ouro
Quero dar parabéns e dizer obrigado poetas!
Conhecidos e a conhecer no futuro
Todos construtores da poesia em ouro
Quero dar parabéns e dizer obrigado poetas!
João Furtado
Http://Joaopcfurtado.blogspot.comPraia, 02 de Março de 2013
MULHER PEIXEIRA
MULHER PEIXEIRA
Ao cais das pescas de madrugada
A Bia mal passou a agua ao rosto
Sua saia comprida de ganga ao gosto
A cabeça, com um lenço, amarada...
Na mente os filhos em casa sozinhos
À presa saiu e esqueceu de avisar,
Meu Deus que descuido, que azar
E se algo acontecer e os vizinhos...
Voltar e perder o dia da faina
Ou esperar que chegue o bote
É o dilema da lançada sorte
A Bia Peixeira canta uma morna...
Todas colegas esperam dela o “batuco”
Mas ela triste e melancólica não dá o troco!
João Furtado
Http://Joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 02 de Março de 2013
Ao cais das pescas de madrugada
A Bia mal passou a agua ao rosto
Sua saia comprida de ganga ao gosto
A cabeça, com um lenço, amarada...
Na mente os filhos em casa sozinhos
À presa saiu e esqueceu de avisar,
Meu Deus que descuido, que azar
E se algo acontecer e os vizinhos...
Voltar e perder o dia da faina
Ou esperar que chegue o bote
É o dilema da lançada sorte
A Bia Peixeira canta uma morna...
Todas colegas esperam dela o “batuco”
Mas ela triste e melancólica não dá o troco!
João Furtado
Http://Joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 02 de Março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
MULHER, para as Colegas Femininas!
MULHER? MULHER É ....
M Mulher, muito mais que um ser feminino
U Uma flor plantada no Jardim da Humanidade
L Linda e terna filha que alimenta a esperança
H Há melhor carinho que afeto do nosso amor?
E E de aquela que tudo larga para abraçar o desconhecido?
R Rica e adorável mãe que não mede esforços para o filho...
Tudo e muito mais é esta Santa que se chama mulher...
MULHER
M Meu Deus, para quê… Esta data
U Um dia internacional para a mulher
L Logicamente é ela, sem dúvidas, que deve ter
H Hoje, ontem e amanha, a bendita
E Ela é afinal a melhor flor do mundo, a maravilha…
R Respeitada mãe, amada mulher, carinhosa filha!
João P. C. Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 01 de Março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
São João e Sto António
São João e Sto António
Com muito obrigado ao Sérgio
Quero recordar o São João
Na Ilha devotada ao S. António
De corpo, da alma e do coração!
Na noite calma e quente
Uma grande fogueira acesa
A juventude feminina da sorte crente
Saltava para lavar o mal e ter a surpresa!
Na mão levava um ovo
E na boca uma prece
Na mente um desejo novoCom muito obrigado ao Sérgio
Quero recordar o São João
Na Ilha devotada ao S. António
De corpo, da alma e do coração!
Na noite calma e quente
Uma grande fogueira acesa
A juventude feminina da sorte crente
Saltava para lavar o mal e ter a surpresa!
Na mão levava um ovo
E na boca uma prece
Que um futuro melhor merece!
O ovo era depois com cuidado quebrado
Num copo com água cristalina da Ilha
E na noite tépida e húmida colocado…
Ansiosa a Juventude feminina não dormia!
Queria ver com o clarear do dia
O véu ou castelo ou o mastro
Formado com a clara na água fria…
Tinha-se medo era do caixão ou do monstro!
Eu, sem sucesso tentava espreitar
Sem nada ver, gritava – É caixão!
Um forte tabefe para me espantar
Levava e as vezes um forte palavrão…
Mas que a Ilha festejava e festeja
Creio eu, hoje muito longe e saudoso
Que presente estar, a minha alma deseja
É Sto António do Príncipe, o Milagroso!Sem nada ver, gritava – É caixão!
Um forte tabefe para me espantar
Levava e as vezes um forte palavrão…
Mas que a Ilha festejava e festeja
Creio eu, hoje muito longe e saudoso
Que presente estar, a minha alma deseja
É Sérgio, meu amigo, esta a verdade
Do filho de uma pequena Ilha distante
Que vive longe e com muita saudade
E sente que é do mundo, o habitante!
Do filho de uma pequena Ilha distante
Que vive longe e com muita saudade
E sente que é do mundo, o habitante!
Em S.Filipe, Fogo, 24 de Fevereiro de 2013
http://joaopcfurtado.blogspot.com
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
LINGUA MATERNA
LINGUA MATERNA
L Lida ku bida na dia-dia
I Inda ka da pa ntend ês bida
N N ta labanta kansado di durmi
G Gana diskansa ta dan mas N ten ki trabadja…
U Undi N ta trabadja, si N ta djinti kansadu
A Ago si korpu kapodi… Nen pa N guenha?
M Mi N kre skrebi na krioulo
A Ali ki porka russa torse si rabo
T Tem dor ki ta dói go nha guenti
E Ês nha krioulo ka ta poi na papel
R Ranhadu na boka… Riskado na papel
N Nen hoji ki flado mê dia di língua materno
A Ami N ka ta konsigue skrebeu krioulo!
João P. C. Furtado
Praia, 20 de Fevereiro de 2013
L Lida ku bida na dia-dia
I Inda ka da pa ntend ês bida
N N ta labanta kansado di durmi
G Gana diskansa ta dan mas N ten ki trabadja…
U Undi N ta trabadja, si N ta djinti kansadu
A Ago si korpu kapodi… Nen pa N guenha?
M Mi N kre skrebi na krioulo
A Ali ki porka russa torse si rabo
T Tem dor ki ta dói go nha guenti
E Ês nha krioulo ka ta poi na papel
R Ranhadu na boka… Riskado na papel
N Nen hoji ki flado mê dia di língua materno
A Ami N ka ta konsigue skrebeu krioulo!
João P. C. Furtado
Praia, 20 de Fevereiro de 2013
SONHOS DE MARIA
SONHOS DA MARIA
Linda crioula de Santiago, a Maria
Sem querer, teve uma febre de paixão
Ela vendeu ao José o seu nobre coração
E sem ele por perto, ela perdeu a alegria!
O José era emigrante e vivia na emigração
Veio de férias e mostrou-se muito simpático
E o coração da Maria nada prático
Apaixonou loucamente e perdeu a razão!
Aqui a Maria chorou toda a vida
Lá o José sonhou muito tempo
Encontrou uma loira de belo corpo
E começou a ter do amor a dúvida!
Deixou de escrever e sonhou novos sonhos
A Maria, esta continuou a sonhar toda a vida
Sem noticias, que da emigração é oferenda
Já velha continuou ela a ter mesmos sonhos!
João Furtado
Praia, 20 de Fevereiro de 2013
Linda crioula de Santiago, a Maria
Sem querer, teve uma febre de paixão
Ela vendeu ao José o seu nobre coração
E sem ele por perto, ela perdeu a alegria!
O José era emigrante e vivia na emigração
Veio de férias e mostrou-se muito simpático
E o coração da Maria nada prático
Apaixonou loucamente e perdeu a razão!
Aqui a Maria chorou toda a vida
Lá o José sonhou muito tempo
Encontrou uma loira de belo corpo
E começou a ter do amor a dúvida!
Deixou de escrever e sonhou novos sonhos
A Maria, esta continuou a sonhar toda a vida
Sem noticias, que da emigração é oferenda
Já velha continuou ela a ter mesmos sonhos!
João Furtado
Praia, 20 de Fevereiro de 2013
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