terça-feira, 14 de outubro de 2014
MEU NOME NA INFÃNCIA
Jamais neguei que ainda choro
Os meus olhos vertem lágrimas
A minha infância? Chorei certamente
O que lembro dele leva a crer que sim!
Perdi e ganhei brinquedos eram poucos
Estudei o que as circunstâncias permitiram
Roto e quase nu andei vestido nas ruas
Eu só tinha sonhos de um dia ser um ser
Imaginei o futuro e vi nele sempre o presente
Raramente tive sapatos ou sandálias só pobreza
A fome não tinha, a Ilha era verde e cheia de frutos
Como chovia o dilúvio diariamente ou quase
O meu corpo tiritava de tanto molhado
Roxo de molhado e de falta de roupa
Raramente, repito, tinha mais que um calção
Então vinha o sol e secava para próxima chuva
Imensa e rápida no tempo e no espaço
A chuva que a minha mãe desejava que fosse na terra dela….
Foi assim a minha infância e a minha mágoa
Um alto e baixo interminável, até na chuva
Recebia e era molhado por uma que devia
Ter caído numa terra muito distante
A terra que aprendi a conhecer e a viver
Desde menino, a minha terra que eu não conhecia
O estrangeiro chora quando vive na terra onde nasceu!
João Furtado
Praia, 14 de Outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
CANCER É NECESSÁRIO PREVENIR
Caminhava ela e andava ele corríamos alegres
A doença era uma miragem pensávamos nós
Nada sentíamos e nada fazia-nos prever de nada
Certa manha por teimosia de uns amigos fomos
E era apenas para um rastreio de rotina fazermos
Revelou-se… Estamos com câncer e nada sentíamos…
É NECESSÁRIO
PREVENIR!

João Furtado
Praia, 13 de Outubro de 2014
Praia, 13 de Outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
A ALMA E O CORPO
A ALMA E O CORPO
A minha alma cansada do eterno ócio
Bravo e nobre e esmero Vento Leste
Consegue à garupa se montar e tal
D. Quixote de la Mancha disparar
Envolve na paixão jamais vivida
Forma informes pensamentos
Gesticula danças divinas até êxtase…
Havia uma fogueira no centro
Imagens e sombras entrelaçadas
Jamais o Morfeu foi tão longe com o Hipnos
Levando minha alma imaginar tão alto
Mas de repente a realidade vem para
Neste corpo ocioso a minha reclamar novamente
O ócio latente que me faz sentir impotente
Perdido no labirinto de Hades
Que me faz sentir o nada em que
Reduz a vida de uma alma vagabunda
Sempre presa num corpo amordaçado…
Terei um dia asas como tu Vento Leste
Unicamente para sair desta cadeia e….
Voar, voar e voar tal Ícaro enamorado pela luz
Zarpar rumo aos céus na certeza de viver a eterna liberdade!
Bravo e nobre e esmero Vento Leste
Consegue à garupa se montar e tal
D. Quixote de la Mancha disparar
Envolve na paixão jamais vivida
Forma informes pensamentos
Gesticula danças divinas até êxtase…
Havia uma fogueira no centro
Imagens e sombras entrelaçadas
Jamais o Morfeu foi tão longe com o Hipnos
Levando minha alma imaginar tão alto
Mas de repente a realidade vem para
Neste corpo ocioso a minha reclamar novamente
O ócio latente que me faz sentir impotente
Perdido no labirinto de Hades
Que me faz sentir o nada em que
Reduz a vida de uma alma vagabunda
Sempre presa num corpo amordaçado…
Terei um dia asas como tu Vento Leste
Unicamente para sair desta cadeia e….
Voar, voar e voar tal Ícaro enamorado pela luz
Zarpar rumo aos céus na certeza de viver a eterna liberdade!
João Furtado
Praia, 10 de Outubro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com
http://joaopcfurtado.blogspot.com
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
CATIVO ESTOU DO TEU ENCANTO QUE ME CONDENA
Na esquina do meu pensamento
Encontrei-te minha Cigana feiticeira
Pediste-me para leres a minha sina
Que és boa e perfeita e verdadeira
E eu que queria apenas um acalento
.
.
Estendi-te sem reservas a minha mão
Eu dei-te a esquerda e tu queria a direita
Perguntaste-me desta troca a razão
Aleguei que para canhoto é a certa
E julgo ser o que me liga ao coração
.
.
De relance meus olhos cruzaram aos teus
Ao meu redor tudo se transformou de repente
Vi em ti minha deusa e quis ser teu deus
E nas asas do vento os dois surpreendentemente
Voamos para os confins dos altos céus…
.
.
Cigana feiticeira não quero que leias a minha sina
Quero que me enganes e me digas o que quero ouvir
Que o amor… Velho se renovará no que me destina
E voltará para me fazer viver e me fazer sorrir
Que cativo estou do teu encanto que me condena!
.
.
Imagino-me cavaleiro e no meu cavalo de vento
E tu na garupa e nós disparados e sem destino
Loucos e perdidos no tempo que persinto
Jamais voltará e que é o meu puro destino
Lido por ti e que eu já sabia por certo instinto!
.
.
João Furtado
Praia,06 de Outubro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Encontrei-te minha Cigana feiticeira
Pediste-me para leres a minha sina
Que és boa e perfeita e verdadeira
E eu que queria apenas um acalento
.
.
Estendi-te sem reservas a minha mão
Eu dei-te a esquerda e tu queria a direita
Perguntaste-me desta troca a razão
Aleguei que para canhoto é a certa
E julgo ser o que me liga ao coração
.
.
De relance meus olhos cruzaram aos teus
Ao meu redor tudo se transformou de repente
Vi em ti minha deusa e quis ser teu deus
E nas asas do vento os dois surpreendentemente
Voamos para os confins dos altos céus…
.
.
Cigana feiticeira não quero que leias a minha sina
Quero que me enganes e me digas o que quero ouvir
Que o amor… Velho se renovará no que me destina
E voltará para me fazer viver e me fazer sorrir
Que cativo estou do teu encanto que me condena!
.
.
Imagino-me cavaleiro e no meu cavalo de vento
E tu na garupa e nós disparados e sem destino
Loucos e perdidos no tempo que persinto
Jamais voltará e que é o meu puro destino
Lido por ti e que eu já sabia por certo instinto!
.
.
João Furtado
Praia,06 de Outubro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Você é meu, julgo, único vício
Imagino você, amor, noite e dia
Com a sua bela fotografia
Imensamente eu me recreio
O meu Vício e o meu pecado é você!
Você recorda quando na ilha
Inventei aquela história de humor
Como você riu alegre meu amor
Inspirei na chuva que molhava a folha
Outro vício meu, o vício de contar história!
Vício é vício e não há como deixar
Inda ando com a tua fotografia pequena
Como ficou branco, que enorme pena
Imagino seu rosto lindo e meu desejo de amar
O meu maior vício, amar você, meu amor
Viciei-me, foi por acaso este vício
Infeliz e sem nada para fazer e sem alegria
Comecei a ver que ainda brincar podia
Idiota escolhi as letras… Como fui néscio
Outra coisa não faço senão escrever viciada mente!
Viciado por seu amor e minhas letras
Impassível tornei-me o pior dos poetas
Como nunca tive a arte, sou um dos patetas
Impetuoso, outro vício certamente, troco palavras
O seu corpo, meu maior vício, é tê-lo nos meus braços!
João Furtado
Praia, 09 de Outubro de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com