terça-feira, 13 de março de 2012

DIMA PRIMA RIMA

A bela e negra e esbelta Dima
É por parte materna minha prima
Disse-me que fez um lindo poema
E que bem usou a propagada rima
Elogiada subiu montanha a cima
Do alto julgou ser Deusa Altíssima
E voou, pena minha… Caiu na lama…
Mas a prima Dima continua prima na rima
Pois pouco depois renasceu a Musa Dima!

João Furtado
Praia, 13 de Março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

GALA DE MUSICA BANA

G Grande Bana, você merece
A A grande homenagem atribuída
L Linda se tornou a Gala por ti
A Aniversariante num dia tão especial !

D De repente a Gala se tornou emoção
E E as lagrimas correram nas faces dos humanos....

M Muito por causa de ti, Monstro da Musica
U Um homem cinquentenário na arte e carreira
S Sempre forte na voz fibrosa, masculina e
I Impar no mundo e na terra Cabo-Verdiana
C Criança de São Vicente e homem do mundo
A As velas, oitentas, apagadas te tragam saúde, Bana!


Praia, 11 de Março de 2012

João Furtado

quinta-feira, 8 de março de 2012

LEONOR AFRICANA

Se descalça ia a Leonor
De Camões grande poeta
A minha também vai
Não só por não ter sapato
Mais também por nem pés ter
Uma bomba colocada
Por um nacionalista
Uma bomba colocada
Por um terrorista
Uma bomba colocada
Por um pacifista
Uma bomba colocada
Por um anarquista
Levou o pé da minha Leonor


Se Formosa e não segura ia a Leonor
De Camões que poeta foi e é
A minha Leonor nem formosa vai
E muito menos segura
Pois de farrapos vai vestida
E do lixo perfume buscou
Anda de montes e vales
De muletas se apoia
Buscando do nada o alimento
Para seu sustento e dos seus
Minha Leonor não vai formosa
Minha Leonor nunca conheceu segurança!

Se levava a cabeça o Pote
A Leonor de Camões de Portugal
Ai do mundo, minha Leonor
Leva dentro da cabeça o desespero
Da fome que lhe deu a natureza
Da fome que lhe deu a guerra
Da fome que lhe deu a miséria
Ainda leva a minha Leonor
Que tudo pode levar
Na barriga um filho sem pai
E no colo outro filho
Que pai também não tem
Pai que morreu de fome
Pai que fugiu de fome
Pai que de luxuria fugiu
Pai que morreu de bomba
Pai que morreu de guerra
De guerra que não é de Leonor
Nem dos filhos de Leonor
Guerra de ninguém.

Se descalça ia a Leonor
De Camões grande poeta
A minha também vai
Não só por não ter sapato
Mais também por nem pés ter!


Joao Furtado

Faz parte do livro “A TERRA E A GUERRA PELA PAZ – VOL I” a venda na Biblioteca Nacional da Praia – Cabo Verde!

quarta-feira, 7 de março de 2012

MULHER, AMO-TE MUITO

M-Me pediste para te escrever
U-Um poema… Seria um presente
L-Lembraste-me do teu dia, ah, ah, ah
H-Havias de ser tu, minha amiga especial
E-Escolher só um dia do ano para ser teu…
R-Restam muitos dias, serão para quem?

A-Acho que mereces um maior presente
M-Mãe minha és e mulher também…,
O-O teu ventre foi abençoado por Deus!
-
T-Tu podes dizer que és a poesia
E-E a mãe, a irmã e a filha dos poetas!

M-Mulher és apenas isto, te digo
U-Uma pequena semente de onde
I-Imperativamente o Mundo se fez humano…
T-Tu não precisas pedir um poema
O-O poeta e o poema existem porque existes!

João Furtado

Praia, 07 de Março de 2012

Para 08 de Março de 2012, dia da Mulher Internacional da Mulher!

terça-feira, 6 de março de 2012

MULHER

MULHER

M Mãe este é o teu mês, dizeM                                   M

U Um mês só para ti... E tU                                         U

L Longe... O teu amor incomparáveL                          L

H Hoje lembro-me das tuas gargalhadas... ah, ah, aH H

E Eu era táo feliz... Tenho muita saudadE...                E

R Risos... Choros... Tudo em ti me faziam viveR!       R



João Furtado

Praia, 06 de Março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

O CANTO DA ÂNGELA


Neste Mundo de desencanto
Ângela, tu me pedes um canto
Alegre... Refugiei-me no canto
Da nossa amizade... E enquanto
lembrava da infância e do seu encanto...
Aquele Pardal e o seu alegre canto
Que enchia de melodia o meu coração
Que bela e simples era aquela canção
Cantada sem nenhuma preocupação
E com a Natural e Divina imaginação...
Esta é, Angela Furtado, a tua canção!


João Furtado
Praia, 05 de Março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

MINHA LOUCURA PROVÁVEL

MINHA LOUCURA PROVÁVEL

Lembrei-me hoje de ti minha Fémia-Pardal
Há quase um ano, completo, que não te oiço
Sei que é a minha sina... Amigos perder Que faço
Eu para que todos de mim fugirem... Afinal?


Tu eras o único que comigo tinhas paciência
Passavas horas e horas calmamente me ouvindo
E eu, feliz da vida, tagarelando... Tagarelando
Vi-te partir e esperei... Não voltas-te... Não sabia...


Ainda continuo sentado no mesmo lugar
E de janela vejo perto a mesma árvore frondosa
E tu? Já não estas poisada nela... Queda... Ociosa...
Quero continuar a falar... Mas sem ninguém a escutar....


Sabes, minha amiga, até falar sozinho eu podia
Mas o mundo dos homem não é como o teu mundo
Se os homens souberem e verem em mim um doido
Vão me internar, apenas porque ninguém me ouvia!


Iria gritar, berrar e dizer que sou são e saudável
E que loucos eram eles que só sabem destruir
Mas que ganharia eu? Eles de mim iriam rir
Comprovando com meu ato a loucura provável!


João Furtado

Praia, 03 de Março de 2012