segunda-feira, 19 de novembro de 2012

QUANDO O RELÓGIO PARAVA



QUANDO O RELÓGIO PARAVA

S  Sinto-me nostálgico e a recordação
A  Aparece para tomar conta do meu coração
N  Não sei porque, mas tudo é forte razão
T  Tanto para viajar no passado imaginado…
O  O relógio da torre… Devia ser uma igreja…

A  A hora era pontualmente anunciada e animava a cidade
N No meio… Apenas um toque, um sonoro e belo
T Toque… Era tal… E meia… Era o ritmo pachorrento da cidade…
O O silêncio, naquele dia o relógio não tocou
N Ninguém esperava tal acontecimento
I Infinitamente acostumados desde sempre
O O relógio do pulso dos afortunados era mera decoração…
  
D Duvido que alguém soubesse o que aconteceu
O O relógio talvez precisasse apenas da corda…

P Parada, a cidade de Santo António do Príncipe  
R Restava silenciosa e triste e eu, parado e fixo
I Insistia a ver os ponteiros, o menor no 2 e o maior no 4
N Não entendia que era a prova do crime
C Certamente ele estagnou as duas e vinte
I Indicadas pelos imóveis ponteiros…
P Por algumas horas a cidade parecia morta
E Enfim… Por fim… O Frank, o maluco e deu a vida ao relógio…  

João Furtado
Praia, 19 de Novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

PRÍNCIPE, MINHA ILHA, MINHA INFÂNCIA

PRÍNCIPE, MINHA ILHA, MINHA INFÂNCIA

P  Procuro palavras, mas faltam-me letras para as formar
R  Recorro a longínqua e perdida memoria
I  Infância minha...Outros tempos… lindos tempos
N  Nada de importância diria… Mas saudosa
C  Cidade pequena, população amena
I  Isabel, senhor Pedro Sapateiro, Nha Fidja…Com os pasteis…
P Padaria da Nova Cuba, onde quase nu
E E descalço ia vezes sem conta comprar pão…

M  Marginal molhada da água salgada transbordando do mar
I   Imensa recordação do ambienta quase familiar
N  -Não é o filho do João Branco…, Todos conheciam todos
H   Hoje longe estou… Será que tudo continua na mesma?
A   A pequena cidade entre dois riachos… S. António do Príncipe!

I    Ir e voltar das aulas na escola improvisada de antiga igreja
L   Longe da era do computador ou televisão ou consolas
H  Horas e horas pachorrentamente a brincar na praça principal
A  A corrida e o esconde, esconde… A cabra cega… Esperando a hora do recolher… 

João Furtado
Praia, 16 de Novembro de 2012
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

É NOSTALGIA

 É NOSTALGIA



A  Abro os olhos… E o sol desaponta no horizonte
É  É madrugada, os pássaros cantam, estão no monte
I   Imagino que namoram, é alegre e lindo o canto
O  O meu coração se embala e neste meu canto
U  Um misto de alegria e tristeza me evade, é nostalgia…  

João Furtado
Praia, 07 de Novembro de 2012
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sábado, 3 de novembro de 2012

JÁ HABITUAMOS COM O ESCURO


JÁ HABITUAMOS COM O ESCURO

Nesta terra já habituamos com o escuro
Já somos mais vampiros que humanos
Agora é um sarcasmo mais que puro
Vamos pagar para nas ruas vermo-nos!

Dizem que é para a inexistente iluminação
Tem que pagar até o agricultor velhinho
O nosso povo anda com amor no coração
Mesmo os velhinhos no escuro têm seu cantinho…

A moda de imposto e mais imposto e mais imposto
Está se tornando um vício e uma necessidade
De tamanho sabor e enorme, digamos, gosto…
Será que teremos taxas de tristeza e de desgosto
Que para não pagar a taxa, já matamos a felicidade
E vivemos todos num contentamento suposto!

João Furtado
Praia, 03 de Novembro de 2012
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

POLÍCIA NACIONAL



 DIA 10/11/12 - POLICIA NACIONAL


P   Parabéns a você… Policia Nacional
O  O teu papel é tão importante para Cabo Verde
L   Liberdade dos cidadãos tu garantes
Í    Ímpar és no sacrifício para o bem comum  
C   Ciente do teu espaço na sociedade
I     Investes na segurança dos fracos
A    Aos prevaricadores traves colocas…

N    Neste momento que com 142 anos
A    Aniversariante és e digno de receberes
C    Cumprimentos do dever cumprido
I      Imagino uma sociedade sem ti
O    Onde o mais forte seria a lei…
N    Não… És um pilar importante
A    A sociedade precisa de ti, POLICIA NACIONAL
L    Longos anos de trabalho para garantir o cumprimento da lei ti desejo!

João Furtado
Praia, 02 de Novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

AS MINHAS VOGAIS


A  E   I   O   U... Y  

A  A Paz com amor e liberdade
É  É um direito, uma necessidade
I    Insistir na guerra  é pura maldade
O  O homem é cruel na sua leviandade…
U  Urgente se torna a mudança da mentalidade
Y   Yes… Oui… Sim… Tenhamos de nós mesmos a piedade!

João Furtado
Praia, 01 de Novembro de 2012
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

NO MEU MUNDO… O MUNDO DO MORFEU!



A  Adormeci, sonhei que formava palavras
B  Belas palavras cheias de amor e paz
C  Com perfume humano do poeta
D  Dediquei versos e poemas jamais
E  Escritos à donzelas sonhadoras,
F  Formosas, escrevi acrósticos e cantigas de amor
G Grandes sonetos e perfeitas rimas
H  Haicais orientais e modernas poesias livres
I    Imaginei a liberdade e inspirei e criei os poemas
J   Já no auge da loucura, vi-te meu amor, eras a Afrodite
L   Linda mulher Badia e acordei e regressei a realidade…

M  Minha realidade e a realidade do Mundo
N  Na televisão a noticia da guerra imparável
O  O êxodo no corno da África, mulheres, velhos e crianças
P   Povo irmão da Guiné na contínua incerteza…
Q  Queria que fosse um filme de terror, enfim…
R   "Raides" e tiros e mortes num bairro popular,
S   Síria terminara o falso Cessar-fogo do Ramadão…

T   Também a Sandy, furiosa e imponente visitou Nova – Iorque,    
U  Uma calamidade, tanta destruição, é a força da Natureza…

V   Vou dormir de novo, vou meter a minha cabeça areia
X   Chispar do mundo… E eternamente viver no meu mundo
Z   Zelado por Afrodite e Oxum… O mundo do Morfeu…!   

João Furtado
Praia, 31 de Outubro de 2012
http://joaopcfurtado.blogspot.com