terça-feira, 20 de março de 2012

OS MEUS CUMPRIMENTOS

PARA SER LIDO AMANHA, 21 DE MARÇO DE 2012, DIA MUNDIAL DA POESIA

OS MEUS CUMPRIMENTOS

Os poetas… Que tenham, hoje, um lindo dia…

Desejo aos poetas do Mundo e arredores
Intenso dia poético e cheio de música e alegria
A guerra que seja esquecida e lembrados os amores…

Dediquem, hoje, à Paz, ao amor e à poesia do bem
A nossa vida que seja bela em tudo que ela contem
Sempre ofendemos os nossos… Os meus que me desculpem!

Provavelmente um dia de Poesia é muitíssimo pouco
Ou talvez não… Somos animais comprovadamente de vícios
E se viciarmos com a Paz e o amor e… É… Lógico
Sairmos por ai fora a esquecer… E assinar armistícios?
Imaginação, utopia, sonhos lindos num mundo louco
A verdade, acho eu, que com guerra e seus desperdícios
Suficientes seriam para termos a felicidade… Homem mouco!

João Furtado
Embaixador dos Poetas del Mundo para Cabo Verde

Praia, 20 de Março de 2012
http://joaopcfurtado.blogspot.com

segunda-feira, 19 de março de 2012

PAI ÉS O ESPELHO

PAI ÉS O ESPELHO

Pai todos os dias do ano são teus...
Tu que encheste-me de carinho
E bem ensinaste-me o caminho...
Antes passos teus, agora são meus!

De ti... Não sei pai... Que dizer
Não existe palavra no dicionário
Que transcreva o meu imaginário
Na infância... No trabalho e no lazer...

Obrigaste-me a ser, sem impor
Tudo que hoje sou... És o espelho
Onde vi e verei sempre o meu rosto!
As coisas que gostavas, também gosto
E... Pai... Tenho orgulho de ser teu filho...
Lá no céu descansas, cá procuro o teu amor!

João Furtado
Praia, 19 de Março, de 2012

domingo, 18 de março de 2012

RESTA-ME MOLHAR O ROSTO

Meu Pardal camarada e amigo de peito
porque tenho de perder por despeito
Um amigo como ele tão perfeito
E ficar assim tão frágil e tão sujeito
Tudo porque aquele tal sujeito
Teve a ousadia de dizer que suspeito
Que ele tem na amizade um defeito
De uma tal maneira e um tal jeito
Que pareceu ser tão certo... Acredito
Pois arte de fazer verdade... O maldito
conhece e sabe se pintar em bendito
E... Eu... Infeliz... Resta-me molhar o rosto
Viver esta vida de puro desgosto
Enquanto ele com muito gosto
Finge que é amigo bem mais certo
até a hora da verdade chegar perto
e se emigrar para o longo deserto
Até o próximo momento incerto!

João Furtado

Praia, 18 de Março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

NO CORAÇÃO HUMANO DA PRAIA CIDADE

NO CORAÇÃO HUMANO DA PRAIA CIDADE

A Musa inspira na sua vaidade
E resolve dar um ar de graça a cidade
Com alguma e não pouca ansiedade
O Sábado é esperado que fique tarde
E a Hátor já espalha o amor que arde
No Coração Humano da Praia cidade
E se esquece do Marte e da sua maldade
Para com Minerva se gritar a liberdade
Hoje vence o Amor, a Paz e a Verdade!


João Furtado
Praia, 17 de Março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

MÊS DE MARÇO

Mês de Março

É o Março e poesia, teatro e arte
A Musa Inspira o poeta à sorte
Cá dentro escreve forçosamente…
Lá fora reina a lei do Marte
E vende por pouco a morte
Na Síria o digno governante
Dá ao povo pobre a sua parte
Não há quem o mal pela raiz corte
Quem vai levar a Paz, tal a sorte
Que se torna rápido em demente
No Afeganistão aconteceu infelizmente
E o machado de guerra volta a mente
Quando o cachimbo aceso esperava calmamente
É Março da Musa Feminina e da arte
Mas são o Itonde, a Mania , o Hades e o Marte
em concilio divino quem reclamam a parte
Neste poema que teima ser escrito obrigatoriamente!

João Furtado

Praia, 16 de Março de 2012

O FIM DA CENA

Bela moça e linda morena
Tinha como nome a Liana
Contou-me a história da Ana...
A fome levou-a a Colónia Açoriana
Também me falou do João da Joana
Natural do Fogo, nascido na Campana
Todos na terra do cacau, da banana
No coração a saudade e tremor na perna
E no rosto, as rugas… Da cumprida pena
Quase a cair o pano, aproxima o fim da cena!

João Furtado

Praia, 16 de Março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

MONOLOGO DA RABIDANTE

Sou jovem, dizes e afirmas
Que quase criança ainda
Na escola devia estar
E tens razão estudo e trabalho
E na rua revendo a minha pobreza
Não sabes, mas tenho o meu Douglas
Na rua deve estar agora
Ou na casa de algum caridoso visinho
Por favor não leve o meu cesto
Vender não é crime,
Crime é roubar
É para meu Douglas comer
Estou a chorar
Não vês as lágrimas
Que meu rosto molha
E escorre rumo ao mar
Formando rio
Jamais existente
Nesta Praia de pouca cheia?

Ganhas teu pão sei
E te pedem para ordenar a cidade
sei que tens razão
Eu devia pagar imposto
E no mercado vender
Mas como vender
se com dinheiro o imposto pagar?

Sozinha vivo eu e tenho um filho
Já nos conhecemos...
Várias vezes de ti fugi
E várias vezes por ti... Esquecida
Podes Esquecer de mim
Mas única e última vez?
Juro e prometo vou mudar
Vou deixar que está enorme
Rua chamada de Pedonal
Sirva apenas para passear
Vou estudar e vender sempre
Até encontrar outro modo de vida
Venderei no Mercado da Praia...!
Mas dás-me o meu Cesto?
É comida do Douglas, meu pequeno filho!

João Furtado
Praia, 15 de Março de 2012