sexta-feira, 4 de setembro de 2015
MIA CRUZ
Quero ser uma avestruz
E a com cabeça na areia
Estar longe da tal teia
Mas como levar mia cruz?
João Pereira Correia Furtado
Praia, 04 de Setembro de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
GUERRA E DOR E CHORO E FOME
Guerra e
dor e choro e fome
Pra lá do mediterrâneo
Europa pão há e consome
bebe quer e quebra a crânio
João Pereira Correia Furtado
Praia, 04 de Setembro de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Pra lá do mediterrâneo
Europa pão há e consome
bebe quer e quebra a crânio
João Pereira Correia Furtado
Praia, 04 de Setembro de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
imagem de internet
TROVA – O GOLFINHO E O PETROLEIRO
O mar do lindo golfinho
Tem um barco petroleiro
Ele gosta de dar beijinho
Barco do mar o celeiro...
Tem um barco petroleiro
Ele gosta de dar beijinho
Barco do mar o celeiro...
João Pereira Correia Furtado
Praia, 04 de Setembro de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 04 de Setembro de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Imagem da internet
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
SAUDADE - TROVA
Tenho muita e boa saudade
Do tempo que eu fui uma criança
Tenra a minha pouca idade
E poeta era a esperança...
João Pereira Correia Furtado
Do tempo que eu fui uma criança
Tenra a minha pouca idade
E poeta era a esperança...
João Pereira Correia Furtado
Praia, 02 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
SAUDADES NO MEU CORAÇÃO
SAUDADES NO MEU CORAÇÃO
Saí de casa ainda o Sol dorminhoco despreguiçava
A tua imagem veio A saudade tomou conta de mim
Um amigo como tu Único que até hoje tive, lembras
De mesmo nome De hábitos semelhante e mesma idade
As vezes nem sabia A casa onde estávamos se era tua ou minha
Duzentos metros de Distância ou menos, tu João de Maria
E eu João de Catarina Era assim que nos tratavam e gostávamos
Será que ainda vives Sim sei que vives, se não for aqui é no Além... E
Saí de casa ainda o Sol dorminhoco despreguiçava
A tua imagem veio A saudade tomou conta de mim
Um amigo como tu Único que até hoje tive, lembras
De mesmo nome De hábitos semelhante e mesma idade
As vezes nem sabia A casa onde estávamos se era tua ou minha
Duzentos metros de Distância ou menos, tu João de Maria
E eu João de Catarina Era assim que nos tratavam e gostávamos
Será que ainda vives Sim sei que vives, se não for aqui é no Além... E
NO MEU CORAÇÃO, AMIGO!
Sei que tive outros amigos Sem duvidas que terei mais
Alguns melhores outros Acredite amigo bem piores
Uns serão sempre recordados... Ultimamente recordo de muitos
De outros a memoria olvidara Decerto que foram meteoros na minha vida
As luminosas estrelas permaneceram Até que se acontecer o Alzheimer
Doença que nos faz esquecer... De mim leve os que tenciono reter
E eternamente comigo ir para o além E juntos vivermos para sempre
Se ainda vives amigo João de Maria... Segredo este eu te quero dizer, está a chover!
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
NA PRIMAVERA DE ESPERANÇA - MENÇÃO HONROSA
NA PRIMAVERA DE ESPERANÇA
Só recordo do nome, a Primavera...
Cá só temos alto calor e o verão
Que queima a pele e até o coração
Tudo é escuro tal minha prima Vera!
Cá só temos alto calor e o verão
Que queima a pele e até o coração
Tudo é escuro tal minha prima Vera!
Como falar da desconhecida estação
Se a frescura é tão pouca e tão rara
E o suor torna úmida a minha cara
E o meu corpo gorduroso à exaustão?
Se a frescura é tão pouca e tão rara
E o suor torna úmida a minha cara
E o meu corpo gorduroso à exaustão?
As flores belas, rosas multicolores são
Todas de plástico, uma natural é rara
Pode-se até imaginar ser ficção pura
Ilha Brava cheia de flores menos Açafrão...
Todas de plástico, uma natural é rara
Pode-se até imaginar ser ficção pura
Ilha Brava cheia de flores menos Açafrão...
De primavera não posso aqui escrever
Pois choro apenas por alguma chuva
Que dê a terra seca algum milho e uva
E este povo na primavera de esperança viver!
Pois choro apenas por alguma chuva
Que dê a terra seca algum milho e uva
E este povo na primavera de esperança viver!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
O BOTE DOS FANTOSHES
O BOTE DOS FANTOCHES
De um lado a Europa e de outro a África
E em pleno Mediterrâneo um bote vazio
Tinha 12 pessoas e todas deixaram de existir
A morte as levou e uma grávida estava a parir
No meio do bote só resta um velho búzio
Era milagroso até que... Ao não prever morte nada heroica....
De um lado a Europa e de outro a África
E em pleno Mediterrâneo um bote vazio
Tinha 12 pessoas e todas deixaram de existir
A morte as levou e uma grávida estava a parir
No meio do bote só resta um velho búzio
Era milagroso até que... Ao não prever morte nada heroica....
No fundo do bote o velho e milagroso búzio
Na popa restos de tecidos da improvida vela
E na proa um buraco enorme e um naco de broa
No ar o som... Toque da desolação... Da tristeza soa
Na popa restos de tecidos da improvida vela
E na proa um buraco enorme e um naco de broa
No ar o som... Toque da desolação... Da tristeza soa
Esquecida porque o temporal e a água apagaram única vela
E não havia para avisar nenhum foguete ou fogo de artificio...
E não havia para avisar nenhum foguete ou fogo de artificio...
O bote perdeu valor e todas as mil utilidades
E o búzio todo o encanto e todas as magias
Os corpos sem vida serviram de manjar aos peixes
Não tiveram uma linha de noticia eram fantoches
Só carnaval precisa e necessita de falsas alegorias
A memória esquece as inúteis e inglórias fatalidades
E o búzio todo o encanto e todas as magias
Os corpos sem vida serviram de manjar aos peixes
Não tiveram uma linha de noticia eram fantoches
Só carnaval precisa e necessita de falsas alegorias
A memória esquece as inúteis e inglórias fatalidades
João Furtado
Praia, 27 de Agosto de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 27 de Agosto de 2015
http://joaopcfurtado.blogspot.com
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