PAI ÉS O ESPELHO
Pai todos os dias do ano são teus...
Tu que encheste-me de carinho
E bem ensinaste-me o caminho...
Antes passos teus, agora são meus!
De ti... Não sei pai... Que dizer
Não existe palavra no dicionário
Que transcreva o meu imaginário
Na infância... No trabalho e no lazer...
Obrigaste-me a ser, sem impor
Tudo que hoje sou... És o espelho
Onde vi e verei sempre o meu rosto!
As coisas que gostavas, também gosto
E... Pai... Tenho orgulho de ser teu filho...
Lá no céu descansas, cá procuro o teu amor!
João Furtado
Praia, 19 de Março, de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
RESTA-ME MOLHAR O ROSTO
Meu Pardal camarada e amigo de peito
porque tenho de perder por despeito
Um amigo como ele tão perfeito
E ficar assim tão frágil e tão sujeito
Tudo porque aquele tal sujeito
Teve a ousadia de dizer que suspeito
Que ele tem na amizade um defeito
De uma tal maneira e um tal jeito
Que pareceu ser tão certo... Acredito
Pois arte de fazer verdade... O maldito
conhece e sabe se pintar em bendito
E... Eu... Infeliz... Resta-me molhar o rosto
Viver esta vida de puro desgosto
Enquanto ele com muito gosto
Finge que é amigo bem mais certo
até a hora da verdade chegar perto
e se emigrar para o longo deserto
Até o próximo momento incerto!
João Furtado
Praia, 18 de Março de 2012
porque tenho de perder por despeito
Um amigo como ele tão perfeito
E ficar assim tão frágil e tão sujeito
Tudo porque aquele tal sujeito
Teve a ousadia de dizer que suspeito
Que ele tem na amizade um defeito
De uma tal maneira e um tal jeito
Que pareceu ser tão certo... Acredito
Pois arte de fazer verdade... O maldito
conhece e sabe se pintar em bendito
E... Eu... Infeliz... Resta-me molhar o rosto
Viver esta vida de puro desgosto
Enquanto ele com muito gosto
Finge que é amigo bem mais certo
até a hora da verdade chegar perto
e se emigrar para o longo deserto
Até o próximo momento incerto!
João Furtado
Praia, 18 de Março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
NO CORAÇÃO HUMANO DA PRAIA CIDADE
NO CORAÇÃO HUMANO DA PRAIA CIDADE
A Musa inspira na sua vaidade
E resolve dar um ar de graça a cidade
Com alguma e não pouca ansiedade
O Sábado é esperado que fique tarde
E a Hátor já espalha o amor que arde
No Coração Humano da Praia cidade
E se esquece do Marte e da sua maldade
Para com Minerva se gritar a liberdade
Hoje vence o Amor, a Paz e a Verdade!
João Furtado
Praia, 17 de Março de 2012
A Musa inspira na sua vaidade
E resolve dar um ar de graça a cidade
Com alguma e não pouca ansiedade
O Sábado é esperado que fique tarde
E a Hátor já espalha o amor que arde
No Coração Humano da Praia cidade
E se esquece do Marte e da sua maldade
Para com Minerva se gritar a liberdade
Hoje vence o Amor, a Paz e a Verdade!
João Furtado
Praia, 17 de Março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
MÊS DE MARÇO
Mês de Março
É o Março e poesia, teatro e arte
A Musa Inspira o poeta à sorte
Cá dentro escreve forçosamente…
Lá fora reina a lei do Marte
E vende por pouco a morte
Na Síria o digno governante
Dá ao povo pobre a sua parte
Não há quem o mal pela raiz corte
Quem vai levar a Paz, tal a sorte
Que se torna rápido em demente
No Afeganistão aconteceu infelizmente
E o machado de guerra volta a mente
Quando o cachimbo aceso esperava calmamente
É Março da Musa Feminina e da arte
Mas são o Itonde, a Mania , o Hades e o Marte
em concilio divino quem reclamam a parte
Neste poema que teima ser escrito obrigatoriamente!
João Furtado
Praia, 16 de Março de 2012
É o Março e poesia, teatro e arte
A Musa Inspira o poeta à sorte
Cá dentro escreve forçosamente…
Lá fora reina a lei do Marte
E vende por pouco a morte
Na Síria o digno governante
Dá ao povo pobre a sua parte
Não há quem o mal pela raiz corte
Quem vai levar a Paz, tal a sorte
Que se torna rápido em demente
No Afeganistão aconteceu infelizmente
E o machado de guerra volta a mente
Quando o cachimbo aceso esperava calmamente
É Março da Musa Feminina e da arte
Mas são o Itonde, a Mania , o Hades e o Marte
em concilio divino quem reclamam a parte
Neste poema que teima ser escrito obrigatoriamente!
João Furtado
Praia, 16 de Março de 2012
O FIM DA CENA
Bela moça e linda morena
Tinha como nome a Liana
Contou-me a história da Ana...
A fome levou-a a Colónia Açoriana
Também me falou do João da Joana
Natural do Fogo, nascido na Campana
Todos na terra do cacau, da banana
No coração a saudade e tremor na perna
E no rosto, as rugas… Da cumprida pena
Quase a cair o pano, aproxima o fim da cena!
João Furtado
Praia, 16 de Março de 2012
Tinha como nome a Liana
Contou-me a história da Ana...
A fome levou-a a Colónia Açoriana
Também me falou do João da Joana
Natural do Fogo, nascido na Campana
Todos na terra do cacau, da banana
No coração a saudade e tremor na perna
E no rosto, as rugas… Da cumprida pena
Quase a cair o pano, aproxima o fim da cena!
João Furtado
Praia, 16 de Março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
MONOLOGO DA RABIDANTE
Sou jovem, dizes e afirmas
Que quase criança ainda
Na escola devia estar
E tens razão estudo e trabalho
E na rua revendo a minha pobreza
Não sabes, mas tenho o meu Douglas
Na rua deve estar agora
Ou na casa de algum caridoso visinho
Por favor não leve o meu cesto
Vender não é crime,
Crime é roubar
É para meu Douglas comer
Estou a chorar
Não vês as lágrimas
Que meu rosto molha
E escorre rumo ao mar
Formando rio
Jamais existente
Nesta Praia de pouca cheia?
Ganhas teu pão sei
E te pedem para ordenar a cidade
sei que tens razão
Eu devia pagar imposto
E no mercado vender
Mas como vender
se com dinheiro o imposto pagar?
Sozinha vivo eu e tenho um filho
Já nos conhecemos...
Várias vezes de ti fugi
E várias vezes por ti... Esquecida
Podes Esquecer de mim
Mas única e última vez?
Juro e prometo vou mudar
Vou deixar que está enorme
Rua chamada de Pedonal
Sirva apenas para passear
Vou estudar e vender sempre
Até encontrar outro modo de vida
Venderei no Mercado da Praia...!
Mas dás-me o meu Cesto?
É comida do Douglas, meu pequeno filho!
João Furtado
Praia, 15 de Março de 2012
Que quase criança ainda
Na escola devia estar
E tens razão estudo e trabalho
E na rua revendo a minha pobreza
Não sabes, mas tenho o meu Douglas
Na rua deve estar agora
Ou na casa de algum caridoso visinho
Por favor não leve o meu cesto
Vender não é crime,
Crime é roubar
É para meu Douglas comer
Estou a chorar
Não vês as lágrimas
Que meu rosto molha
E escorre rumo ao mar
Formando rio
Jamais existente
Nesta Praia de pouca cheia?
Ganhas teu pão sei
E te pedem para ordenar a cidade
sei que tens razão
Eu devia pagar imposto
E no mercado vender
Mas como vender
se com dinheiro o imposto pagar?
Sozinha vivo eu e tenho um filho
Já nos conhecemos...
Várias vezes de ti fugi
E várias vezes por ti... Esquecida
Podes Esquecer de mim
Mas única e última vez?
Juro e prometo vou mudar
Vou deixar que está enorme
Rua chamada de Pedonal
Sirva apenas para passear
Vou estudar e vender sempre
Até encontrar outro modo de vida
Venderei no Mercado da Praia...!
Mas dás-me o meu Cesto?
É comida do Douglas, meu pequeno filho!
João Furtado
Praia, 15 de Março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
ALMA DE POETA
A Alguem um dia me disse simplesmente
L Libertar a Alma e deixa-la falar livremente
M Mais não é que ser Poeta perfeitamente
A A Alma de Poeta é livre viver alegremente!
D Digo-te que não entendeu na altura a minha mente
E E julguei estar a ouvir um completo demente!
P Provei anos depois e gostei desta cruel semente...
O Outra coisa não estou senão perdido loucamente
E E sem amarra escrevo e não importo da corrente
T Tanto seja para o mundo como para um parente
A Amor e sofrimento... Alma de Poeta... Cegamente!
João Furtado
Praia, 14 de Março de 2012
L Libertar a Alma e deixa-la falar livremente
M Mais não é que ser Poeta perfeitamente
A A Alma de Poeta é livre viver alegremente!
D Digo-te que não entendeu na altura a minha mente
E E julguei estar a ouvir um completo demente!
P Provei anos depois e gostei desta cruel semente...
O Outra coisa não estou senão perdido loucamente
E E sem amarra escrevo e não importo da corrente
T Tanto seja para o mundo como para um parente
A Amor e sofrimento... Alma de Poeta... Cegamente!
João Furtado
Praia, 14 de Março de 2012
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